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OE 2019: SIM e FNAM criticam critério de redução de listas de utentes
DATA
16/10/2018 15:30:47
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OE 2019: SIM e FNAM criticam critério de redução de listas de utentes

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) criticaram a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE 2019), no que diz respeito à redução da lista de utentes por médico de família.

“Parece-nos, sem embargo de uma leitura mais atenta, que é um orçamento meramente eleitoralista”, disse o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, em declarações à agência Lusa.

De acordo com a proposta orçamental, a lista de utentes atribuída a cada médico de família (MF) só será revista quando for alcançada a cobertura de 99% de utentes com médico atribuído.

“A falta de utentes com MF deve-se à incompetência do Governo, nomeadamente em reter os recém-especialistas”, afirmou Roque da Cunha, alertando para a dificuldade de melhorar a acessibilidade dos utentes com listas de 1.900 pessoas por médico.

O dirigente da FNAM, João Proença, também criticou a posição do Governo nesta matéria e lamentou a ausência de incentivos para reter os profissionais de saúde, especificamente para os médicos.

Relativamente ao reforço de 523 milhões de euros na Saúde, o SIM entende que o crescimento “não é de admirar”, lembrando as dívidas acumuladas e o reduzido investimento dos últimos anos.

“Seria interessante saber a dívida que o Ministério da Saúde acumulou nestes últimos 12 meses. As informações que nós temos dos hospitais da falta de pagamento aos fornecedores na área das cirurgias, dos medicamentos, das prestações de serviços, [é que a dívida] nunca foi tão grande como agora”, indicou Roque da Cunha.

Recorde-se que a redução da lista de utentes por MF tem sido uma das principais reivindicações dos sindicatos médicos. Atualmente, os médicos têm listas até 1.900 utentes cada e os sindicatos advogam uma redução até aos cerca de 1.500 utentes.

De acordo com o OE 2019, a cobertura de portugueses com médico de família passou de 86,7% em 2015 para um valor estimado de 96% no final do ano.

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Editorial
Rui Nogueira
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