OE 2019: Rui Rio tem dúvidas sobre melhorias no SNS
DATA
19/10/2018 10:35:56
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Jornal Médico
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OE 2019: Rui Rio tem dúvidas sobre melhorias no SNS

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou ter “seríssimas dúvidas” em relação às melhorias do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o Orçamento do Estado para 2019.

“Tenho seríssimas dúvidas que possa haver uma melhoria do SNS”, afirmou em declarações aos jornalistas. O social democrata disse não ter “dúvida nenhuma” que a Saúde foi o “serviço público” que “mais se degradou” ao longo destes três anos de governação do PS com o Bloco de Esquerda e o PCP.

Rui Rio elencou alguns dos problemas como o aumento das listas de espera para cirurgias e das listas de espera para primeiras consultas, os mais de 700 mil portugueses que não têm médico de família, a carência de investimento e a carência de manutenção dos equipamentos.

“Enfim, há um conjunto alargadíssimo de problemas no SNS, e seguramente, nem que este OE tivesse muito bem feito não ia resolver os problemas que estão acumulados há muito tempo, particularmente nestes últimos três anos”, frisou.

Na opinião do líder do PSD, o “Governo fará o discurso que lhe compete fazer, dizendo que não está assim tão mal, mas ainda vai ficar menos mal em 2019”.

“Eu tenho sérias dúvidas que se consiga, principalmente num quadro de um orçamento em que a principal preocupação é dar um bodo aos eleitores, tentar conquistar a simpatia dos eleitores porque estamos em ano eleitoral”, sustentou.

O Ministério da Saúde terá no próximo ano 10.922 milhões de euros para gastar, o que corresponde a um aumento de 5%, mais 523 milhões de euros face ao estimado para 2018.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.