Interpol apreende mais de 500 toneladas de medicamentos
DATA
23/10/2018 17:17:12
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Jornal Médico
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Interpol apreende mais de 500 toneladas de medicamentos

Mais de 500 toneladas de medicamentos foram apreendidas numa megaoperação que envolveu autoridades policiais, alfandegárias e de saúde de 116 países, incluindo Portugal.

Em comunicado, a Interpol refere que, no âmbito da operação internacional “Pangea XI”, foram detidas 859 pessoas e apreendidos cerca de 12,1 milhões de euros em medicamentos ilegais e potencialmente perigosos.

Entre os fármacos apreendidos estão falsos medicamentos contra o cancro e analgésicos contrafeitos, bem como seringas sem qualidade. Note-se que a investigação focou-se em serviços de entrega que eram usados por redes criminosas organizadas que operavam através da Internet, em redes sociais e sites de compras online.

Quase um milhão de embalagens foram inspecionadas na semana da operação, de uma vasta gama de fármacos: anti-inflamatórios, analgésicos, hipnóticos e sedativos, comprimidos para a disfunção erétil, esteroides anabolizantes, comprimidos para emagrecimento, Parkinson e diabetes e até para o tratamento de VIH/Sida.

Foram, ainda, verificados mais de 110 mil dispositivos médicos, como seringas, lentes de contacto, aparelhos auditivos e instrumentos cirúrgicos.

Em Portugal foram controladas 3.881 encomendas, das quais 130 foram apreendidas durante a semana em que decorreu a operação, 9 a 16 de outubro, que contou com a participação da Autoridade Tributária e Aduaneira e do Infarmed.

De acordo com a Interpol, a apreensão de encomendas impediu a entrada de 8.886 unidades de medicamentos ilegais em Portugal, com um valor estimado superior a 23 mil euros.

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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