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Estudo da APDP aponta falhas no acompanhamento de doentes crónicos
DATA
24/10/2018 10:19:45
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Estudo da APDP aponta falhas no acompanhamento de doentes crónicos

Nove em cada dez profissionais de saúde inquiridos num estudo da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) consideram que os cuidados não estão devidamente organizados para o acompanhamento das pessoas com doenças crónicas.

O estudo, que envolveu 227 profissionais de saúde entre os quais médicos de família (68), endocrinologistas (40), nutricionistas e enfermeiros (19), procurou analisar as “atitudes, desejos e necessidades” de pessoas que vivem com esta doença, bem com familiares, cuidadores e profissionais de saúde da área.

“Os profissionais de saúde inquiridos mostraram uma clara preocupação com a necessidade de organização no acompanhamento das pessoas com diabetes, fruto do abandono do Programa Nacional da Diabetes que houve nos últimos tempos”, afirmou à agência Lusa o presidente da APDP, José Manuel Boavida.

De acordo com o estudo “DAWN2 – A Diabetes Para além dos Números”, 70% dos profissionais de saúde disseram apreciar que os diabéticos lhes digam qual a melhor forma de os ajudarem a gerir a doença e seis em cada dez consideraram ser necessário formação em comunicação e suporte para a mudança de comportamentos.

Metade dos inquiridos considera que disponibilizar educação para a auto-gestão da diabetes contribui para a redução do impacto da diabetes e defende ser importante envolver os doentes diretamente nos esforços para melhorar a qualidade dos cuidados e serviços.

Segundo José Manuel Boavida, o modelo utilizado no acompanhamento da diabetes é “um modelo ultrapassado”, que “vem do tratamento das doenças curativas e agudas, para uma compreensão do que é o acompanhamento de doenças”, em que os tratamentos estão principalmente nas mãos dos doentes.

Desta forma, o responsável considera necessário apostar na formação dos profissionais de saúde no âmbito da comunicação, da mudança de comportamentos, da compreensão da componente emocional e social.

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Editorial
Rui Nogueira
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