AR chumba proibição de medicamentos para a PHDA
DATA
26/10/2018 16:43:21
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Jornal Médico
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AR chumba proibição de medicamentos para a PHDA

A Assembleia da República (AR) aprovou, hoje, uma resolução do PAN para a sensibilização de profissionais de saúde sobre Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção (PHDA), mas rejeitou outras três relativas à proibição ou prevenção face a fármacos como ritalina.

O texto do PAN, cujo objetivo foi alargar o debate e esclarecimento sobre o recurso a vários testes de diagnóstico de PHDA, obteve votos a favor do PSD, CDS, PEV e do socialista Paulo Trigo Pereira. O BE e o PCP abstiveram-se e a restante bancada do PS votou contra.

O projeto de resolução do BE para a prevenção do consumo excessivo de estimulantes do sistema nervoso central (ritalina e strattera) no tratamento da PHDA foi chumbado com votos contra do PSD e a abstenção do PS.

Outros dois documentos do PAN para realização de estudos sobre o diagnóstico de PHDA e consumo de metilfenidato e atomoxetina e também limites à prescrição daqueles medicamentos, sobretudo em crianças até aos seis anos de idade, foram rejeitados, invariavelmente com votos contra das duas maiores bancadas, PSD e PS.

"Num país marcado pelo elevadíssimo consumo de antidepressivos e ansiolíticos com tendência de crescimento não podemos aceitar esta política que é de pequenino se toma o comprimido", tinha argumentado o deputado único do PAN, André Silva, no debate da véspera, defendendo que quaisquer problemas detetados nestas idades "poderão ser normais e não associáveis a um diagnóstico de PHDA", devendo existir intervenção psicológica.

De salientar que, em Portugal, estima-se que cerca de 23 mil crianças estejam medicadas para a hiperatividade com défice de atenção.

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Editorial | Jornal Médico
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