Dia Mundial da Pneumonia: Doença custa 218 mil euros por dia
DATA
12/11/2018 11:22:51
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Jornal Médico
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Dia Mundial da Pneumonia: Doença custa 218 mil euros por dia

O simples ato de vacinação pode reduzir o risco de hospitalização por pneumonia em 73%, conclui um estudo recente. Também os custos ligados ao internamento – cerca de 218 mil euros diários – tenderão a diminuir significativamente.

Dados a ter em conta num país onde, em média, por semana, morrem 161 pessoas vítimas desta doença, e se gastam mais de 1,5 milhões de euros em tratamentos e internamentos, avança o Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA), em comunicado enviado às redações.

São registados casos de pneumonia ao longo de todo o ano, mas é com a chegada do tempo frio que se registam maior número de ocorrências. A vacinação antipneumocócica é segura e a forma mais eficaz de se proteger e prevenir a pneumonia, defende o MOVA.

Apesar de ser transversal à sociedade, há quem esteja mais vulnerável à pneumonia. É o caso das crianças ou adultos que apresentem doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, doença respiratória crónica, doença cardíaca, doença hepática crónica, portadores de VIH e doentes renais. Por fazerem parte dos grupos de risco, têm indicação da Direção-Geral da Saúde (DGS) para se vacinarem. Indivíduos a partir dos 65 anos, cujo sistema imunitário começa a ficar, naturalmente, mais fragilizado e suscetível a doenças infeciosas, também têm indicação médica para o fazer.

Apesar disso, as taxas de vacinação antipneumocócica são muito baixas – 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos revelou recentemente não estar vacinado contra a pneumonia. Isto apesar de existir, desde 2015, uma Norma da DGS (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica, refere o MOVA.

A efetividade da vacinação contra a pneumonia bacteriana pelo pneumococo ficou provada num estudo recente onde se registou uma redução de 73% dos internamentos de adultos com mais de 65 anos, imunizados com a vacina antipneumocócica.

“A vacinação deve ser uma preocupação ao longo da vida, em particular depois dos 65 anos, e em casos de maior fragilidade, como acontece com os doentes crónicos. Estudos como este reforçam o nosso apelo” explica Isabel Saraiva, fundadora do MOVA.

“A redução das taxas de internamento diminuirá, naturalmente, o número de mortes associadas à Pneumonia”, acrescenta.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: