Desenvolvido sistema inovador de reabilitação após AVC
DATA
19/11/2018 11:42:20
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Jornal Médico
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Desenvolvido sistema inovador de reabilitação após AVC

A partir de dezembro será testada uma solução tecnológica para reabilitação física de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), em casa, com acompanhamento remoto por profissionais de saúde.

De acordo com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o sistema inovador, designado SwitHome e centrado na “reabilitação física após um AVC, em casa, com acompanhamento remoto de profissionais de saúde”, é constituído por “palmilhas inteligentes aliadas a dois interfaces” – um tablet e uma plataforma online de comunicação entre terapeuta e doente.

A tecnologia inovadora, que resulta de uma colaboração entre o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC e o Instituto Pedro Nunes (IPN), vai começar a ser testada em dezembro em doentes hospitalizados em dois hospitais, um em Barcelona (Espanha) e outro em Groningen (Holanda).

Numa nota enviada à agência Lusa, a FCTUC indica que “a ideia surgiu em 2015, no âmbito de um projeto de investigação na área da eletrónica flexível (stretchable electronics), liderado por Mahmoud Tavakoli, do ISR.

“Ao conhecer o projeto, o IPN explorou o seu potencial de aplicação e avançou para a constituição de um consórcio que permitisse desenvolver um sistema capaz de chegar ao mercado”, refere a FCTUC.

Segundo o coordenador do projeto SwitHome, António Lindo da Cunha, o grande objetivo é permitir a “reabilitação em casa de pacientes que tenham sofrido um AVC. É uma tecnologia com grande impacto, quer para os doentes, quer para os sistemas de saúde”.

“Por um lado, permite que o paciente consiga realizar mais horas de reabilitação no conforto do seu lar, reduzindo gastos e acelerando o processo de recuperação. Por outro, os profissionais de saúde podem tratar um maior número de pessoas com os mesmos recursos humanos, personalizar terapias e obter maior eficácia na reabilitação”, sublinhou António Lindo da Cunha.

De acordo com a FCTUC, a partir de “sensores distribuídos por toda a sola, as palmilhas, que se instalam no calçado do paciente, avaliam até 200 pontos de pressão do pé enquanto são realizados os exercícios determinados pelo terapeuta, em forma de jogo focado no equilíbrio (desenvolvido para o efeito), instalado no tablet”.

Em simultâneo, “o sistema fornece informação em tempo real ao paciente e envia dados para o terapeuta, por via de uma plataforma Web, permitindo-lhe acompanhar a evolução da reabilitação e proceder a ajustes caso seja necessário”.

“Estima-se que esta tecnologia implique uma redução de custos de até 35%, com impacto direto nos gastos dos sistemas de saúde e na economia das famílias”, destacou o investigador.

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Editorial | Jornal Médico
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