Infarmed espera alcançar 10 mil notificações de reações adversas a medicamentos
DATA
19/11/2018 17:00:44
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Jornal Médico
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Infarmed espera alcançar 10 mil notificações de reações adversas a medicamentos

O Infarmed registou um aumento de notificações de reações adversas a medicamentos este ano, 5.385 nos primeiros seis meses. Segundo a diretora de farmacovigilância do Infarmed, Fátima Canedo, o objetivo é alcançar as dez mil até ao final do ano.

“Esperamos chegar às dez mil. No ano passado tivemos seis mil, por isso estamos satisfeitos com as campanhas e com a produtividade do novo portal” para notificação das reações adversas em 2017, afirmou Fátima Canedo aos jornalistas, à margem das IV Jornadas do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos, que está a decorrer em Lisboa.

A responsável indicou que está a decorrer uma campanha europeia até sexta-feira para sensibilizar os profissionais de saúde e os doentes para a notificação de reações adversas. Neste âmbito, o Infarmed lançou hoje uma campanha para encorajar as notificações adversas em crianças e grávidas.

Segundo Fátima Canedo, cerca de 10% das notificações adversas dizem respeito ao grupo pediátrico e cerca de 30% a pessoas com mais de 65 anos. “A incidência parece ser maior nos idosos, que são doentes polimedicados, já tem outras doenças e por isso mais suscetíveis a efeitos indesejados”, explicou.

Os casos mais graves de reações adversas estão relacionados com as próprias patologias do doente e com a forma de atuação dos fármacos. “As reações mais graves são mais raras e podem causar morte, motivar ou prolongar o internamento, causar incapacidade temporária e defeitos congénitos”, acrescentou.

Embora os médicos continuem a ser quem mais notifica as reações adversas, os doentes também já o fazem, o que contribui para o aumento do número de notificações.

Com a criação do novo portal de notificações – Ram – o Infarmed pretende aumentar o número de notificações. “Quanto mais notificações tivermos, melhor conhecemos o perfil de segurança dos medicamentos e eles tornam-se cada vez mais seguros”, sublinhou Fátima Canedo.

“Quando um medicamento é lançado no mercado vai abranger uma população que nunca esteve exposta a esse medicamento. Por esse motivo conhecem-se novos efeitos indesejáveis dos medicamentos. E, por esse motivo, quanto maior for o número de notificações mais o medicamento se torna seguro, porque o Infarmed atualiza a informação ou recomenda materiais educacionais dirigidos aos profissionais e aos doentes sobre a forma como devem ser tomados ou prescritos os medicamentos”, explicou.

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