Portugal é o país europeu com maior taxa de mortalidade por pneumonia
DATA
22/11/2018 12:12:25
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Jornal Médico
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Portugal é o país europeu com maior taxa de mortalidade por pneumonia

Portugal é o país europeu com maior taxa de mortalidade por pneumonia, com valores de mortalidade superiores a 57 mortes por cada 100 mil habitantes, ultrapassando, assim, o dobro da média dos países da União Europeia.

De acordo com um relatório da OCDE, Portugal era, em 2015, o país da Europa onde mais se morria por pneumonia, doença que matou cerca de 140 mil pessoas nesse ano na Europa.

“Portugal, a Eslováquia e o Reino Unidos têm as taxas mais elevadas de mortalidade por pneumonia, enquanto a Finlândia, a Grécia e a Áustria têm as taxas mais baixas”, resume o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico sobre saúde na Europa, denominado “Health at a Glance”.

Já o relatório do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da Direção-Geral da Saúde, referente a 2017, assumia a elevada mortalidade por pneumonia em Portugal, mas destacava igualmente que a mortalidade e os internamentos antes dos 65 anos têm vindo a diminuir no país.

“Abaixo dos 65 anos é de destacar a evidência de uma redução na taxa de mortalidade padronizada por pneumonia, com uma redução de 23,5% [entre 2009 e 2015]”, refere o documento da autoridade de saúde portuguesa divulgado no ano passado.

Também a análise aos internamentos por pneumonia bacteriana veio mostrar um decréscimo consistente no período entre 2011 e 2016, numa redução de 4%.

No relatório, divulgado hoje pela OCDE, a mortalidade por doenças respiratórias apresenta-se como a terceira principal causa de morte nos países europeus. Mais de 440 mil europeus morriam em 2015 de doenças respiratórias, o que representou um aumento de 15% relativamente ao ano anterior.

A patologia que mais peso tem nesta mortalidade é a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), com 180 mil mortes na União Europeia no ano analisado neste relatório da OCDE.

Em Portugal, a taxa de mortalidade por DPOC era, em 2015, de 27,6 mortes por cada 100 mil habitantes, surgindo quase no meio da tabela dos 28 países da União Europeia e abaixo da taxa média europeia de 36,3 mortes por 100 mil habitantes.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: