Candidaturas para formação em investigação clínica de Harvard abertas até 10 de dezembro
DATA
26/11/2018 16:56:26
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Jornal Médico
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Candidaturas para formação em investigação clínica de Harvard abertas até 10 de dezembro

Estão abertas em Portugal, pelo sexto ano consecutivo as candidaturas para o acesso ao curso de dois anos em investigação clínica da Harvard Medical School, o Portugal Clinical Scholars Research Training (PTCSRT).

Os interessados na edição de 2019-2020 deste programa, cuja implementação a nível nacional assenta numa parceria entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Harvard Medical School, poderão enviar a sua candidatura até ao próximo dia 10 de dezembro de 2018.

De acordo com Lino Gonçalves, professor catedrático de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e codiretor nacional deste programa conjuntamente com Emília Monteiro, professora da Universidade Nova de Lisboa, o PTCSRT “é um projeto de topo mundial que está a formar jovens médicos portugueses na área da investigação clínica”.

O diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) acrescenta que o programa é ministrado apenas por professores da Harvard Medical School e adianta que “a seleção dos participantes é altamente competitiva”, lembrando que em 2017 concorreram mais de 300 jovens médicos e apenas 30 foram selecionados.

“Estes jovens apresentam uma diferenciação que é reconhecida pelos professores de Harvard e demonstra a qualidade da formação médica em Portugal”, salienta o especialista. A título de exemplo, Lino Gonçalves menciona que, recentemente, duas jovens médicas que completaram este programa – Alexandra Gonçalves e Inês Lains – foram convidadas a trabalhar em Harvard, tendo a última destas médicas ganho o prémio de melhor artigo científico publicado em Harvard em dois anos consecutivos. Mas, há muitos outros exemplos de sucesso a nível nacional e internacional que podem ser encontrados em outros jovens participantes neste programa, reconhece.

“Até agora foram formados 150 jovens médicos. Nos próximos dois anos serão formados mais 60. Como estes jovens médicos provêm de várias especialidades e de vários hospitais um pouco por todo o país, é natural que este programa venha a ter um impacto muito significativo na investigação médica portuguesa. Estes jovens são o futuro da Medicina portuguesa”, salienta.

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