PNV: OM critica decisão do parlamento sobre novas vacinas
DATA
29/11/2018 15:53:48
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Jornal Médico
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PNV: OM critica decisão do parlamento sobre novas vacinas

A Ordem dos Médicos (OM) criticou o facto do parlamente ter aprovado a integração de três novas vacinas do Programa Nacional de Vacinação (PNV) sem ouvir a Direção-geral da Saúde (DGS), que está ainda estudar o assunto.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Guimarães disse que vê "com muita preocupação” o facto de os deputados “estarem a interferir nas boas práticas em saúde”, sobretudo quando existe uma comissão técnica independente, de “pessoas com conhecimento científico específico na área da vacinação”. 

Em causa está a integração das vacinas da meningite B, do rotavírus e do HPV para o sexo masculino no PNV, aprovada esta terça-feira na especialidade do Orçamento do Estado.

“Acho que é uma má decisão da Assembleia da República por ser feita sem ouvir a Direção-geral da Saúde e é uma falta de respeito pelos profissionais de saúde e pela própria Direção-geral da Saúde”, frisou Miguel Guimarães.

“É um erro que importa corrigir”, sublinhou, argumentando que “é fundamental que todas as vacinas do PNV tenham uma análise e um acordo baseado na evidência científica”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.