VIH/SIDA: UNICEF alerta para morte de 360 mil adolescentes até 2030
DATA
29/11/2018 16:30:29
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Jornal Médico
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VIH/SIDA: UNICEF alerta para morte de 360 mil adolescentes até 2030

Está prevista a morte de cerca de 360 mil adolescentes por SIDA ou doenças relacionadas, caso não sejam feitos avanços ao nível da investigação, prevenção e tratamento, o que significa 76 mortes por dia, alerta a UNICEF. 

O número de novas infeções na população até aos 19 anos, com base em projeções e tendências atuais, é estimado em 270 mil em 2030, o que representa uma queda de um terço em relação ao atual, de acordo com o relatório "Crianças, HIV e SIDA: O mundo em 2030 ".

SIDA ou doenças relacionadas também cairão dos atuais 119.000 para 56.000 em 2030, o ano estabelecido pela ONU para erradicar a doença. Contudo, somando-se as mortes acumuladas, os dados mostram que irão morrer, em média, quase 80 adolescentes por dia até 2030.

“O relatório deixa claro, sem dúvida, que o mundo está errado quando se trata de acabar com a SIDA nas crianças e adolescentes até 2030", disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore.

"Os programas para tratar o vírus e prevenir sua disseminação entre outras crianças estão longe do que deveriam ser", acrescentou a responsável.

Cerca de 700 adolescentes entre 10 e 19 anos são infetados todos os dias com o vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

De acordo com os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, o número de novas infeções em crianças durante sua primeira década de vida deve baixar para metade até 2030, e em 29% entre a população entre os 10 e os 19 anos.

Atualmente, três milhões de crianças e adolescentes vivem com o VIH, sendo que mais de metade vive no sul e no leste da África.

De acrodo com a UNICEF, o lento progresso na prevenção do VIH e o fracasso em enfrentar o condutor da epidemia, o que faz com que muitas crianças e adolescentes não saibam se têm VIH e, quando sabem, poucos seguem o tratamento.

O relatório recomenda, ainda, que o número de testes para diagnosticar crianças e  adolescentes com VIH deve aumentar. 

"Não podemos vencer a batalha contra o VIH se não acelerarmos o progresso na prevenção da transmissão para a próxima geração", alertou Henrietta Fore.

 

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