Hospitais iniciam rastreio nutricional a doentes internados a partir de março
DATA
03/12/2018 10:10:52
AUTOR
Jornal Médico
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Hospitais iniciam rastreio nutricional a doentes internados a partir de março

Os hospitais públicos vão realizar rastreios ao estado nutricional dos adultos e das crianças internadas, já a partir do dia 31 de março, avançou a Ordem dos Nutricionistas (ON).

Recorde-se que, no Dia Mundial da Criança [1 de junho], a ON lançou a “Norma de Orientação Profissional para Identificação do Risco Nutricional em Idade Pediátrica”. No caso das crianças a ferramenta utilizada será a “STRONGkids”, que permite aos profissionais de saúde avaliar o estado nutricional das crianças, e no caso dos adultos a “Nutritional Risk Screening 2002”.

Segundo a bastonária da ON, Alexandra Bento, embora a norma ainda não esteja em vigor, a partir de 31 de março, a mesma será aplicada em todos os hospitais públicos, na sequência de um despacho do Ministério da Saúde [6634/2018].

O “STRONGkids” tem como objetivo ““identificar o risco nutricional nas crianças internadas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e noutros hospitais que tenham serviço de pediatria, possibilitando uma intervenção atempada nestas crianças”, disse Alexandra Bento.

“As crianças classificadas com um risco elevado devem ser referenciadas para intervenção pelo nutricionista”, explicou.

A bastonária considera que foi “um marco importantíssimo” a “determinação de obrigatoriedade” deste rastreio “ter visto a luz do dia” e “o Ministério da Saúde ter percebido que é uma de importância extrema a identificação deste risco nutricional”.

Alexandra Bento destacou o facto de ter sido determinada a adaptação das plataformas informáticas do registo de saúde eletrónica para poderem alojar estas ferramentas.

“Se as plataformas informáticas não estiverem adaptadas para alojar estas ferramentas torna-se quase impossível operacionalizarmos a identificação do risco nutricional”, sublinhou.

Citando alguns estudos, a bastonária lembrou que a prevalência da desnutrição em crianças e adolescentes em internamento hospitalar é elevada em Portugal.

“A desnutrição em doentes internados em hospitais representa um grave problema de saúde que é frequentemente encoberto por outras situações clínicas”, lê-se no despacho do Ministério Público, citado pela agência Lusa.

“Trata-se de uma situação que amplifica a necessidade de cuidados de saúde e influência marcadamente a qualidade de vida dos doentes, com elevados custos a nível pessoal, para a sociedade e para o sistema de saúde”, acrescenta o diploma.

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