CNS critica oferta de cuidados de saúde mental a crianças e adolescentes
DATA
05/12/2018 10:10:46
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Jornal Médico
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CNS critica oferta de cuidados de saúde mental a crianças e adolescentes

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) apontou vários problemas ao nível da oferta de cuidados de saúde mental dirigida a crianças e adolescentes portugueses, classificando-a como “muito deficiente”.

De acordo com o relatório da CNS, intitulado “Gerações Mais Saudáveis”, hoje divulgado, “a oferta de cuidados de saúde mental da infância e da adolescência está longe de suprir as necessidades da população e muito longe das metas traçadas no Plano Nacional de Saúde Mental”.

O CNS recomenda que seja reforçada a prestação de cuidados de saúde mental na infância e adolescência, lembrando que a prevalência de perturbações emocionais e do comportamento nestas fases da vida “têm vindo a adquirir uma dimensão importante”.

Estima-se que entre 10% a 20% das crianças tenham um ou mais problemas de saúde mental, sendo que apenas 25% do total são referenciadas a serviços especializados.

O documento critica ainda o facto de existirem poucos dados epidemiológicos sobre saúde mental em crianças e jovens, classificando-o como “muito limitado”. Desta forma, o CNS considera fundamental apostar na investigação nesta área.

Quanto à oferta dos cuidados de saúde primários, o CNS sublinha o “deficiente acesso a apoio especializado na área da Psicologia”, com cerca de 350 psicólogos a trabalhar nos cuidados de saúde primários no Serviço Nacional de Saúde (SNS). O organismo considerada igualmente importante a inclusão de psicólogos nas equipas de saúde escolar.

Note-se que, atualmente, Portugal dispõe de 21 unidades de psiquiatria da infância e adolescência no SNS, embora com “recursos escassos”. Existem também nove serviços locais de psiquiatria da infância e adolescência, que desenvolvem atividades de âmbito alargado.

Recorde-se que estava prevista a abertura de 13 novos serviços até 2012, contudo só abriram quatro desses serviços.

 

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