Um abaixo-assinado a favor da construção da nova ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto, conseguiu reunir 27 mil assinaturas.
O documento, que resultou do movimento cívico informal “Pelo Joãozinho”, vai agora ser enviado ao Governo, à Assembleia da República e à Presidência da República, de forma a lembrar a “justeza e urgência” desta obra, disse o porta-voz do movimento, Júlio Roldão, em conferência de imprensa.
Miguel Guimarães, Álvaro Siza Vieira e Manuela Espírito Santo são apenas signatários presentes na lista. Note-se que a recolha de assinaturas decorreu entre os dias 5 de setembro e 7 de outubro.
O texto sublinha que é “tempo de agir”, romper o impasse e avançar de imediato com a construção da nova ala pediátrica.
Segundo Júlio Roldão, a decisão unânime da Assembleia da República, a 27 de novembro, foi “um passo importante” para que sejam cumpridos os propósitos do abaixo-assinado.
“Por outras palavras, julgamos estarem criadas as condições para, tão logo ultimados os delineamentos de projeto, tão logo concretizadas as fases preparatórias da obra, possa ser um facto o início da construção da nova ala pediátrica, tal qual reclamado no abaixo-assinado que em boa hora empreendemos”, frisou.
Na visão do porta-voz da iniciativa, este abaixo-assinado contribuiu para que, a 19 de setembro, os ministros da Saúde e das Finanças assinassem um despacho conjunto a desbloquear o processo e para que o primeiro-ministro reafirmasse a existência de verbas no Orçamento do Estado para 2019.
“Temos esperança de que o impasse na construção da nova ala pediátrica vai finalmente acabar e que as obras vão avançar com a máxima celeridade possível, sob a tutela do Governo e do Conselho de Administração do centro hospitalar, num quadro de investimento público no Serviço Nacional de Saúde”, ressalvou.
Júlio Roldão vincou que este movimento, que já cumpriu a sua missão, vai continuar “vigilante” a esta “causa”.
O Hospital de São João tem há dez anos um projeto que visa a construção de uma nova ala pediátrica, contudo o mesmo nunca chegou a acontecer. Desde então, o serviço tem sido prestado em contentores.
Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.
Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.