Especialista defende criação de Observatório da Criança em Portugal
DATA
10/12/2018 12:00:56
AUTOR
Jornal Médico
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Especialista defende criação de Observatório da Criança em Portugal

O presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, Gonçalo Cordeiro Ferreira, defendeu a criação de um Observatório da Criança em Portugal.

Para o especialista, este observatório deverá centralizar “dados recolhidos pelas várias entidades governamentais, investigadores universitários e redes internacionais”.

No preâmbulo do relatório “Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018”, da autoria da Direção-Geral da Saúde (DGS), o pediatra considera que o Observatório da Criança poderia promover estudos para a recolha sistematizada de outros parâmetros em relação aos quais Portugal ainda não tem dados ou tem dados muito parciais.

Gonçalo Cordeiro Ferreira sugere que se promovam estudos para a recolha de dados sobre as horas de sono pelos vários escalões etários, sobre a altura média ao fim da adolescência e sobre a idade da menarca.

O especialista propõe também que sejam estudados temas como o consumo de antibióticos em ambulatório na infância e adolescência, a taxa de cárias em dentes de leite, o tabagismo passivo, a idade média de ida para a creche ou jardim de infância, bem como a percentagem de crianças em seguimento por doença crónica, incluindo doença mental.

De acordo com o relatório da DGS, existe uma grande escassez ao nível de dados epidemiológicos na área da saúde mental. Contudo, tem sido registado “um aumento generalizado da procura de serviços especializados de saúde mental da infância e adolescência, quer a nível da consulta de ambulatório, quer ao nível do serviço de urgência, bem como a um aumento da gravidade dos quadros clínicos”.

“A escassez de dados epidemiológicos, sustentados em estudos científicos, impede o desenvolvimento de respostas específicas mais adequadas à realidade nacional, algo que só poderá ser ultrapassado através da realização de um estudo epidemiológico nesta área”, acrescenta o relatório “Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018”.

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Editorial | Rui Nogueira
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