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Curso de Medicina da UAlg assinala 10 anos de existência
DATA
19/12/2018 11:44:46
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Curso de Medicina da UAlg assinala 10 anos de existência

O mestrado integrado em Medicina da Universidade do Algarve (UAlg) assinala este ano 10 anos de existência. O curso distingue-se pelo investimento nas qualidades humanas dos alunos.

“Na UAlg queremos formar homens e mulheres com elevado grau de humanismo na sua relação profissional com os doentes, atuando sempre com empatia e compaixão”, explica o fundador deste curso de Medicina, José Ponte, citado numa nota da UAlg.

Em construção desde 1998, a abertura do curso foi anunciada pelo primeiro-ministro Mariano Gago, em 2008. Trata-se do primeiro mestrado em Medicina criado em Portugal, à semelhança do que já existe na maioria dos países desenvolvidos, exclusivamente para alunos que detenham o primeiro ciclo de estudos universitários.

A receber mais de 400 candidaturas por ano, para 48 vagas, este curso já formou cerca de 200 médicos. Atualmente, os ex-formandos encontram-se distribuídos por todo o país e países europeus, exercendo funções nas mais diversas especialidades médicas, como é o caso da Neurocirurgia, Cardiologia, Cirurgia Maxilofacial, Medicina Geral e Familiar (MGF), Gastroenterologia, Urologia e Anestesia.

Esta distribuição apresenta uma particularidade que concretiza um dos grandes objetivos deste curso: a fixação de médicos no Algarve, uma vez que mais de um terço dos médicos formados fica na região.

Com uma duração de quatro anos, esta formação junta a vertente teórica à prática, tendo como referência os métodos de ensino do Reino Unido, Canadá e Austrália. Outra grande diferença em relação aos outros cursos de Medicina diz respeito aos critérios de seleção. Uma vez que, além de ser necessário deter uma licenciatura em Ciências, os candidatos são, também, submetidos a uma primeira fase de avaliação das suas capacidades cognitivas e linguísticas e, a uma outra, baseada na avaliação dos valores humanos.

“A experiência de trabalho com idosos, crianças ou missões em países em desenvolvimento são dois parâmetros de preferência na escolha dos candidatos”, refere a presidente do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da UAlg, Isabel Palmeirim.

Segundo a responsável, “o objetivo deste curso é o de formar médicos que, para além de terem os conhecimentos teóricos, sejam capazes de comunicar com os doentes e colegas e que tenham a capacidade de executar todas as tarefas com perfeição técnica. Essencialmente, queremos explorar a parte humana da medicina e transmitir esses valores a todos os alunos”

Por outro lado, o contacto precoce com a MGF é outro dos fatores diferenciadores, na medida em que os cuidados de saúde primários “são a pedra basilar para a promoção da saúde e para o controlo da doença”, acrescenta a nota da UAlg.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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