Greve dos enfermeiros: Ministra equaciona “todas as fórmulas” caso não haja consenso
DATA
26/12/2018 11:55:06
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Jornal Médico
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Greve dos enfermeiros: Ministra equaciona “todas as fórmulas” caso não haja consenso

A ministra da Saúde admitiu que vai equacionar “todas as fórmulas”, caso não haja consenso com os enfermeiros, de forma a garantir que o Serviço Nacional de Saúde não fique refém destes profissionais.

“Procurámos, num esforço absolutamente titânico, encontrar caminhos que permitissem aproximarmo-nos [das reivindicações dos enfermeiros]. Se isso não for possível, há outras fórmulas. Muitas vezes me têm perguntado se estaríamos a equacioná-las e, se se aproximar um novo período de greve sem uma possibilidade de chegar a um consenso, pois essas fórmulas terão de ser equacionadas", afirmou Marta Temido aos jornalistas, à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A ministra sublinhou que fará uso de "todos os instrumentos que, num Estado de Direito, permitem que todos os cidadãos não fiquem reféns de reivindicações profissionais que, por muito legítimas que possam ser, não podem capturar o próprio Estado".

Marta Temido frisou que o diferendo entre Governo e enfermeiros "vai ter de ser, inevitavelmente, resolvido”, esclarecendo que tem tentando “encontrar caminhos para o diálogo” e uma aproximação, “através da conciliação de posições”.

"Mas também todos percebemos que há o momento em que esse caminho, por muito que desejássemos fazê-lo, pode ser um caminho onde só uma das partes caminha", alertou.

Contudo, a governante frisou que no início de 2019 haverá ainda conversação com todas as estruturas sindicais, sendo essas "as últimas conversas que será possível ter sobre este tema" e onde o Governo vai encetar numa "derradeira tentativa de aproximação".

Sobre se será possível manter a promessa deixada pelo primeiro-ministro, António Costa, de que as cirurgias adiadas pela greve vão acontecer nos primeiros três meses de 2019, a ministra da Saúde disse que “vai ter de ser possível” que os serviços públicos não fiquem reféns nem se deixem “capturar por qualquer grupo profissional”.

Recorde-se que a greve dos enfermeiros dos blocos operatórios, que decorre em cinco dos principais hospitais públicos do país desde o dia 22 de novembro, termina no final deste mês. De acordo com o Governo, até agora, esta paralisação já levou ao adiamento de pelo menos cinco mil cirurgias. Já os enfermeiros apontam para mais de sete mil cirurgias adiadas.

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