Greve dos enfermeiros do IPO de Lisboa com adesão de 90%
DATA
08/01/2019 16:34:19
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Greve dos enfermeiros do IPO de Lisboa com adesão de 90%

A greve dos enfermeiros do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa contou esta manhã com uma adesão de 90%, encontrando-se o bloco cirúrgico e as consultas externas paralisados.

O balanço foi dado pela dirigente sindical Elisabete Amoedo, que falava aos jornalistas em frente à entrada da instituição, onde se concentraram algumas dezenas de profissionais com bandeiras de sindicatos e uma vuvuzela.

Os enfermeiros do IPO de Lisboa iniciaram esta manhã, às 08:00, uma paralisação para exigir o descongelamento das progressões com “a contagem dos pontos justamente devidos”, independentemente do tipo de contrato de trabalho.

A paralisação termina hoje à meia-noite, abrangendo os turnos da manhã e da tarde, segundo o pré-aviso de greve, publicado na página do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

“Existem enfermeiros aqui com 20 e 30 anos de serviço que estão na mesma posição de um colega que entra hoje e que tem que ser integrado e ter toda uma formação no instituto", disse Elisabete Amoedo

Já a dirigente do SEP, Isabel Barbosa, lembrou que os problemas na contagem dos pontos para progressão na carreira atravessam várias instituições como o IPO, em que “quase 90%” dos profissionais não progrediram.

Note-se que estes profissionais de saúde exigem o descongelamento das progressões com a contagem dos pontos justamente devidos, independentemente do tipo de contrato de trabalho, designadamente: 1,5 pontos de 2004 a 2014, a não consideração do reposicionamento nos 1.201 euros para início da contagem e a aplicação de pontos aos Contratos Individuais de Trabalho (CIT).

Recorde-se que a greve foi decidida em plenário no passado dia 12 de dezembro, após a entrega de um abaixo-assinado com 320 assinaturas que exigia, junto do conselho de administração, a justa contagem dos pontos para efeitos de progressão.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

Mais lidas