Açores: Registados mais de 19 mil novos casos de cancro entre 1997 e 2016
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14/01/2019 15:57:52
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Jornal Médico
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Açores: Registados mais de 19 mil novos casos de cancro entre 1997 e 2016

O arquipélago dos Açores registou mais de 19 mil novos casos de cancro entre 1997 e 2016, dos quais 59% nos homens e 41% nas mulheres, centrados sobretudo no pulmão, mama, cólon retal e próstata.

De acordo com a publicação “20 Anos de Registo Oncológico nos Açores”, apresentada esta manhã no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, durante o período de análise foram registados 19.230 novos casos de cancro nos Açores, dos quais 11.367 nos homens e 7.863 nas mulheres, dando origem a uma média de 962 novos casos por ano.

A publicação da responsabilidade da Secretaria Regional da Saúde concluiu que os cancros mais frequentes nos homens foram os da próstata, o do pulmão, cólon e reto, estômago e bexiga. Já nas mulheres os cancros mais frequentes foram os da mama, cólon e reto, colo do útero, estômago e tiroide.

O grupo etário dos 50 aos 69 anos foi o que registou o maior número de novos casos nos homens, enquanto nas mulheres foi o grupo etário de pessoas com mais de 70 anos.

“Além de todo este trabalho que serviu de base a esta publicação, é também uma base de dados enorme que está a ser trabalhada no sentido de percebermos a incidência de cancro na região”, sublinhou o secretário regional da Saúde, Rui Luís, adiantando que será feito um inquérito com base numa amostra à população para se apurar de forma mais rigorosa a questão das causas de cancro nos Açores.

Para o governante, este estudo vai ajudar a definir políticas públicas de saúde e “reforçar ao nível da prevenção primária”, destacando a importância dos rastreios nos Açores, que têm “sido fundamentais até para se descobrir precocemente alguns dos cancros que existem na região”, a par do papel das unidades de saúde dos hospitais e profissionais.

Já o coordenador científico do registo oncológico nos Açores, Vítor Rodrigues, considera o estudo “extremamente importante”, na medida em que serve de base para investigações futuras.

O presidente do conselho de administração do Centro de Oncologia dos Açores, Raul Rego, evidenciou que, ao longo de 2018, foi possível adiantar cinco anos de registo oncológico nos Açores.

“Há um ano, tínhamos um registo oncológico aferido a dezembro de 2011. Em março de 2018 conseguimos avançar três anos e agora no final do ano tivemos mais dois anos”, disse, descrevendo o registo como "rigoroso e exaustivo".

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Editorial | Jornal Médico
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