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SEP mantém greve de quatro dias na próxima semana
DATA
17/01/2019 15:44:22
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SEP mantém greve de quatro dias na próxima semana

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) mantém a greve de quatro dias na próxima semana, depois de o Ministério da Saúde ter imposto hoje unilateralmente o “encerramento abrupto” do processo negocial.

A CNESE, comissão negocial constituída pelo SEP e pelo Sindicatos dos Enfermeiros da Madeira, reuniu-se hoje com o Governo para discutir a carreira de enfermagem. Segundo o presidente do SEP, Carlos Martins, o encontro ficou marcado pelo fecho das negociações imposto pelo Ministério da Saúde.

Na reunião, o Governo explicitou que “já cumpriu aquilo que era o compromisso com a enfermagem”, de “consagrar na carreira a categoria de enfermeiros especialista”, e manteve a sua proposta praticamente inalterada, referiu Carlos Martins.

Segundo o dirigente sindical, a proposta de carreira apresentada “está profundamente longe das justas reivindicações dos enfermeiros e sindicatos”, não havendo “qualquer espaço” para discutir ou negociar a aposentação mais cedo e a compensação por trabalhos por turno.

A grelha salarial também “não traduz qualquer valorização remuneratória”, sublinhou.

“É neste quadro que o SEP mantém a greve decretada para os dias 22,23,24,25 de janeiro”, salientou o presidente desta estrutura sindical.

Note-se que esta greve não está relacionada com a chamada “greve cirúrgica”, convocada pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), que hoje mantêm negociações com o executivo da parte da tarde.

Estas duas estruturas têm prevista uma nova greve em vários blocos operatórios do país até ao final de fevereiro, tendo reunido um fundo de mais de 420 mil euros numa plataforma online para financiar a paralisação, caso não haja acordo hoje com o Governo.

Já a greve confirmada pela CNESE tem como objetivo exigir que “sejam contados os pontos para trás aos enfermeiros em funções públicas e CIT [contratos individuais de trabalho] que foram reposicionados nos 1.200 euros”, bem como protestar contra a “imposição unilateral de encerramento do processo negocial da carreira”.

Segundo Carlos Martins, esta é “uma greve nacional para todos os enfermeiros” e que será feita por regiões. No dia 22 de janeiro decorrerá na região de saúde de Lisboa e vale do Tejo, no dia seguinte na região Centro, no dia 24 na região norte e no último dia nas regiões do Algarve, Alentejo e Açores.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
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“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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