Estudo: demência vascular afeta mais os portugueses do que Alzheimer
DATA
22/01/2019 15:41:15
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Jornal Médico
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Estudo: demência vascular afeta mais os portugueses do que Alzheimer

Um estudo, realizado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), concluiu que os portugueses são mais afetados por demência vascular do que por Alzheimer.

De acordo com a notícia avançada pela Universidade de Porto, a investigação, que avaliou a prevalência de défice cognitivo e de demência, apurou que “a principal causa de demência em Portugal está relacionada com fatores vasculares e não com a doença de Alzheimer”, contrariamente ao que se sucede na maioria dos países ocidentais da Europa.

Para chegar a tais conclusões, os investigadores avaliaram uma amostra de 730 indivíduos com idade superior a 55 anos, tendo como objetivo identificar as “causas mais frequentes” e encontrar o modo de prevenção do declínio cognitivo.

“Os resultados mostram que cerca de 4,5% dos indivíduos com mais de 55 anos apresentam demência ou défice cognitivo ligeiro”, sublinha a nota da Universidade do Porto.

Além da elevada incidência de casos de acidente vascular cerebral em Portugal, comparativamente com os restantes países do Ocidente, a principal causa para esta diferença poderá estar relacionada com o consumo de peixe, explicou o primeiro autor do estudo, Luís Ruano.

Segundo o ISPUP, a mensagem positiva deste estudo é que “a demência vascular pode ser evitada pela modificação dos estilos de vida”, com a adoção de medidas de prevenção primárias como “a prática de uma dieta saudável, de exercício físico regular e controlo dos principais fatores de risco cardiovasculares”.

O estudo, intitulado “Prevalence and Causes of Cognitive Impairment and Dementia in a Population-Based Cohort From Northern Portugal”, foi publicado recentemente na revista American Journal of Alzheimer’s Disease & Other Dementias.

A investigação contou com o apoio do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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