Greve dos enfermeiros com adesão de 55 a 60% na região Centro
DATA
23/01/2019 15:15:24
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Greve dos enfermeiros com adesão de 55 a 60% na região Centro

Hospitais e centros de saúde da Administração Regional de Saúde (ARS) o Centro registaram uma adesão entre os 55 a 60% à paralisação dos enfermeiros, avança o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Os números foram transmitidos pelo sindicalista José Carlos Martins, à porta do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que salientou a existência de enfermeiros daquela estrutura “com mais de 40 anos de trabalho a turnos, que já veem mal ao longe e ao perto, com várias hérnias discais e lombalgias de esforço decorrentes de posicionar tantos doentes, tudo porque não se podem aposentar mais cedo".

O sindicalista referiu que para o Governo “trabalhar numa secretária, com todo o respeito, é o mesmo que prestar cuidados de enfermagem, mas não é” e, por esse motivo, a classe luta pela reforma antecipada.

José Carlos Martins criticou ainda o facto de existirem enfermeiros “que foram promovidos a graduados, especialistas e chefes após agosto de 2005 e agora ficam a ganhar menos do que os colegas mais jovens na profissão".

A greve de quatro dias tem como objetivo “fazer ver ao ministério e ao Governo que os enfermeiros não estão satisfeitos, estão amplamente descontentes pelo facto de a tutela não dar resposta à contagem dos pontos, à contratação de mais enfermeiros, à valorização e dignificação da profissão e às questões da aposentação".

Hoje, a greve decorre nos hospitais e centros de saúde da ARS Centro, na quinta-feira na ARS do Norte e na sexta nas regiões do Algarve, Alentejo e Açores. Ontem foi registada uma adesão de 80% ARS de Lisboa e Vale do Tejo.

COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

Mais lidas