Enfermeiras recebem bolsas para investigar cuidados paliativos
DATA
24/01/2019 17:50:33
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Jornal Médico
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Enfermeiras recebem bolsas para investigar cuidados paliativos

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) atribuiu duas bolsas, de cinco mil euros cada, às enfermeiras Joana Rente e Sara Gomes, que exercem em Ovar e Coimbra, revelou hoje fonte hospitalar.

Com caráter bienal, as bolsas são patrocinadas pela família de Isabel Correia Levy (1931-2005) e visam promover o estudo sobre cuidados paliativos em Portugal, ajudando ao desenvolvimento dessa área específica do acompanhamento de doentes incuráveis ou em fase terminal da sua vida.

Uma das bolsas foi atribuída a Joana Rente, que, segundo revelou fonte do Hospital Francisco Zagalo, em Ovar, trabalha nessa unidade desde 2009, é especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica e integra a sua recém-criada Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos.

Atualmente, a enfermeira combina a sua atividade profissional com a preparação de uma tese de doutoramento com o tema "Via Verde: Cuidados Paliativos".

"Para mim, a investigação em Cuidados Paliativos é um forte investimento no valor da vida destas pessoas, na sua dignidade e na perspetiva de lhes proporcionar sempre os melhores cuidados", declarou a enfermeira, defendendo que esses doentes "merecem que se continue a investir fortemente" nessa especialidade.

Sara Gomes, por sua vez, trabalha no Instituto Português de Oncologia de Coimbra e, segundo o site da Ordem dos Enfermeiros, vai aplicar a bolsa da APCP no desenvolvimento de recursos que permitam avaliar o bem-estar dos profissionais de saúde que trabalham em Cuidados Paliativos, para melhor monitorização de um domínio de atividade que ainda é recente em Portugal comparativamente a outros países .

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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