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Campanha contra o cancro para mudar comportamentos

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) anunciou, esta quarta-feira, o lançamento de uma campanha global que visa consciencializar todos os setores da sociedade a mudar comportamentos para combater as doenças oncológicas que matam 79 portugueses por dia.

A campanha “Eu sou e eu vou” será lançada no Dia Mundial do Cancro e pretende mobilizar a população nesta data (4 de fevereiro) para uma ação nacional, adianta a LPCC em comunicado.

Esta ação visa “unir a população na luta contra o cancro, ao mesmo tempo que sensibiliza para a literacia em saúde e reforça a importância da equidade no acesso aos cuidados em oncologia”.

“A luta contra o cancro constitui uma atividade global, de toda a sociedade, com forte aposta na literacia em saúde que facilite a alteração de hábitos de vida não saudáveis, na disponibilização de recursos de saúde adequados à população e no apoio ao doente oncológico e aos seus familiares”, afirma o presidente da LPCC, Vítor Rodrigues.

A campanha é promovida a nível mundial pela União Internacional de Controlo do Cancro (UICC), decorrendo no triénio 2019-2021 e operacionalizada em Portugal pela LPCC.

Fazem parte da campanha sessões de sensibilização na comunidade, escolas e unidades hospitalares, atividades desportivas e “forte divulgação digital, nomeadamente nas redes sociais”.

A iniciativa “explora como, individual e coletivamente, pode(mos) agir, de forma a que as atitudes tenham um impacto real na luta contra o cancro”, refere a LPCC.

“Trata-se de um apelo à ação, dando o poder ao indivíduo e desafiando-o a um compromisso pessoal. Pequenas ações individuais podem ter o poder de reduzir o impacto do Cancro no próprio, nos outros e no mundo”, salienta.

A presidente da direção da UICC, Princesa Dina Mired, adverte no comunicado que a morosidade permite que o cancro se espalhe e cause danos irreversíveis. “É, por isso, que neste dia mundial do cancro peço que se informem sobre aos sinais de alerta e sintomas do cancro e que não tenham medo de procurar ajuda imediatamente”.

“Igualmente, encorajo os governos a priorizarem ações de diagnóstico precoce e programas de rastreio, permitindo assim um melhor acesso aos cuidados em oncologia e dando a todos a oportunidade de lutar para vencer o cancro”, afirma Princesa Dina Mired no comunicado.

Para contribuir para “o aumento da notoriedade da luta contra o cancro como prioridade mundial de saúde pública”, a LPCC traduziu e adaptou uma série de materiais ajustáveis às necessidades das iniciativas, nomeadamente kits informativos para escolas e bibliotecas, poder central e local, bem como empresas.

Em 2018, a iniciativa do Dia Mundial do Cancro chegou a 139 países e os materiais foram traduzidos em 54 línguas

Dados do Observatório Global de Cancro (Globocan, 2018) referem que morrem três portugueses por hora vítimas de cancro, sendo o cancro da mama, da próstata, do colón e do pulmão os que têm maior incidência.

Segundo a União Internacional de Controlo do Cancro, cinco milhões de casos no mundo poderiam ter sido detetados mais cedo e tratados eficazmente em 2018.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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