Governo cria abrigo para vítimas de violência com doença mental
DATA
01/02/2019 16:19:38
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Governo cria abrigo para vítimas de violência com doença mental

A Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica vai ter uma resposta específica para mulheres com doenças mentais, com a criação de uma casa de abrigo com capacidade para dez pessoas, que é apresentada na próxima segunda-feira.

Em comunicado, o gabinete da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa adianta que Maria Manuel Leitão Marques vai presidir à cerimónia de apresentação da Casa de Abrigo – Acolhimento Diferenciado para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica com Doença Mental, no auditório do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

Trata-se de um projeto piloto pioneiro em Portugal, que tem também o apoio da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, com capacidade para acolher dez mulheres que tenham um diagnóstico de patologia psiquiátrica normalizada e sem indicação de internamento.

Através desta casa de abrigo, as mulheres “vão ser apoiadas na construção do seu projeto de vida com vista à autonomização”.

De acordo com a informação do comunicado de imprensa, a criação desta resposta específica surge da constatação, por parte do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Viseu, que atendeu 1.552 pessoas mos últimos dez anos, “da existência de um público-alvo com elevada prevalência de patologia psiquiátrica”.

A casa de abrigo vai ter uma equipa com médico psiquiatra e enfermeiro da área da saúde mental, no total de cinco técnicos, aos quais se somam mais oito auxiliares em regime de continuidade.

Para operacionalizar a intervenção especializada, foi assinado um protocolo entre a entidade gestora da casa de abrigo, a Casa do Povo de Abraveses, e o Centro Hospitalar Tondela-Viseu para garantir uma articulação eficaz com as valências de psiquiatria, pedopsiquiatria, pediatria, sexologia e urgência.

COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

Mais lidas