Nelas recebeu unidade móvel de rastreio ao cancro da mama
DATA
05/02/2019 10:00:17
AUTOR
Jornal Médico
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Nelas recebeu unidade móvel de rastreio ao cancro da mama

Nelas recebeu esta segunda-feira uma unidade móvel de rastreio ao cancro da mama, “dotada das mais recentes tecnologias” e “apresenta uma maior sensibilidade na deteção pré-clínica” da doença, disse a presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.

“A disponibilização desta unidade móvel, dotada das mais recentes tecnologias de deteção do cancro da mama, é a prova da vitalidade de uma estratégia de ganhos em saúde, assente numa parceria que muito honra as entidades que a subscreveram”, elogiou Rosa Reis Marques agradecendo ao município de Nelas e à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

A responsável sublinhou ainda que aquela unidade móvel “apresenta uma maior sensibilidade na deteção pré-clínica do cancro da mama”.

Assim, explicou, é possível “detetar casos que, de outra forma, não seriam detetados ou que o seriam mais tardiamente”.

A unidade móvel de rastreio ao cancro da mama vem ajudar na prevenção e controlo da doença que, no entender desta responsável “implicam uma verdadeira estratégia de saúde pública, assente em dois eixos fundamentais” como a prevenção e o tratamento.

“A prevenção, a um nível primordial e primário, e o tratamento dos casos detetados em fase pré-clínica e dos casos clinicamente diagnosticados”, disse, assumindo que a “doença oncológica é um dos principais problemas de saúde pública à escala global e não é exceção no país e na região centro, face ao acentuado envelhecimento demográfico”.

Rosa Reis Marques defendeu que “a adesão a rastreios organizados não só concorre para a saúde de quem os procura” como também se traduz num “verdadeiro exercício de cidadania em saúde, uma vez que concorre para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”. 

Segundo dados da Liga Portuguesa Contra o Cancro, entre 1990 e 2018, participaram em rastreios 432.977 mulheres integradas e foram feitos 1.897.323 exames mamográficos, com uma taxa de participação global de 63,60%. Ao longo destes 28 anos, registaram-se 73.605 mulheres avaliadas e 8.376 encaminhadas para diagnóstico e tratamento. Segundo os dados recolhidos até 2016, foram registados 4.954 cancros.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro disse ainda que, no rastreio inicial entre os 50 e os 79 anos, em cada 1000 mulheres rastreadas, 78 são encaminhadas para avaliação; destas, sete são encaminhadas para diagnóstico e tratamento.

Nos rastreios subsequentes, também entre os 50 e os 79 anos, os resultados gerais dizem que, em cada 1000 mulheres rastreadas, 20 são encaminhadas para avaliação e, destas, quatro são encaminhadas para diagnóstico e tratamento.

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Editorial | Jornal Médico
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