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OLA chega à CUF Viseu
DATA
05/02/2019 11:41:43
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Jornal Médico
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OLA chega à CUF Viseu

A Academia CUF promove,  dia 12 de abril, o OLA (On-line Assessment), um exame teórico organizado pela European Society of Anaesthesiology (ESA). O Jornal Médico falou com o responsável pela iniciativa, Dr. Vítor Oliveira, para avaliar as expetativas e objetivos da formação na área da Anestesiologia e Medicina Intensiva.

 

Jornal Médico (JM) | Em que medida a realização do OLA numa unidade CUF valoriza a instituição e os seus profissionais?

Vítor Oliveira (VO) | Acolher, pelo segundo ano consecutivo, a realização do Online Assessment (OLA) da European Society of Anaesthesiology (ESA) no Hospital CUF Viseu é uma responsabilidade que muito nos honra e à qual dedicamos integral consideração e cuidado: somos um dos 142 centros de 39 países que, a nível mundial, foi aceite para receber este exame. O Hospital CUF Viseu é um dos três centros portugueses reconhecidos (a par de Braga e do Porto) e a única instituição privada a participar.

Integrar esta rede mundial de centros OLA aliado a outras instituições públicas portuguesas, sob a égide de uma sociedade científica com o prestígio e a dimensão da ESA, denota a genuína vontade do Hospital CUF Viseu assumir-se como parceiro na valorização científica e na melhoria da formação médica dos anestesiologistas portugueses. Para tal a nossa instituição precisou de criar as condições logísticas requeridas, alocar recursos humanos e tecnológicos dedicados e, para além disso, decidiu assumir voluntariamente um papel ativo de promoção e divulgação do exame OLA junto da comunidade médica especializada.

O exame é aberto a todos os anestesiologistas que o pretendam realizar, sejam internos em formação ou já seniores especialistas, de Viseu ou de fora da região, independentemente de estar ou não profissionalmente vinculados à CUF. Por tal, receber o OLA constitui também um ato de hospitalidade e acolhimento, um “abrir de portas” do Hospital à comunidade, uma oportunidade de (bem) receber pessoas externas. E isso é algo que muito nos motiva: quer à equipa, quer à instituição.

 

JM | Em que medida esta diferenciação tem impacto a nível nacional? Como a encara nesse âmbito, nomeadamente por ser um centro fora de Lisboa e Porto?

VO | A Anestesiologia portuguesa, ao nível europeu, tem um peso e uma representatividade muito superiores ao que seria expectável atendendo à dimensão geográfica ou populacional de Portugal: somos o 7º país com mais membros efetivos da ESA (à frente de países como a França, Itália, Suécia ou Dinamarca), participamos ativamente em vários estudos multicêntricos, foram internos portugueses que fundaram (e agora coordenam) o Trainees Committee da ESA e a formação especializada em Anestesiologia em Portugal é unanimemente reconhecida como sendo de elevadíssima qualidade. Por tal, acolhermos o OLA e integrarmos este tipo de dinâmicas colaborativas internacionais contribui ainda mais para reforçar a presença e projeção de Portugal e da Anestesiologia portuguesa a nível europeu.

Ser um centro fora de Lisboa ou do Porto, ou ser um centro no interior ou no litoral, pouco importa uma vez que a rede de centros é sinérgica e colaborativa em alcançar o objetivo central do exame: aferir o conhecimento científico dos candidatos. E a homogeneidade que atualmente se verifica ao nível da exigência na formação e do contacto com oportunidades de aprendizagem, faz com que um anestesiologista formado em Viseu, em Lisboa ou em Ponta Delgada tenham ambos um elevado e muito similar nível de treino e preparação.

 

JM | Como entende a importância de uma formação contínua dos profissionais de saúde? Qual a aposta da CUF nesse domínio?

VO | Na Medicina atual e na Anestesiologia em concreto, a formação contínua dos profissionais é uma necessidade absolutamente imperiosa, um requisito obrigatório face à contínua evolução do conhecimento. Nos países anglo-saxónicos a recertificação de competências é uma obrigação deontológica de todos os profissionais de saúde e muitos programas de acreditação internacionais impõem a revalidação periódica de determinadas competências como critério obrigatório para se continuar a exercer. O OLA é um exame que permite aferir de forma compreensiva o conhecimento teórico anestésico, por isso torna-se um instrumento útil e complementar à formação contínua e renovação de competências dos médicos anestesiologistas.

A aposta no talento humano é crítica para se alcançar a excelência de cuidados de saúde. E essa aposta é um dos pilares estratégicos da José de Mello Saúde (JMS). Há uma consciência bem presente em todo o universo CUF/JMS da importância da valorização do talento dos seus profissionais (bem como dos das comunidades envolventes às unidades CUF), que se reflete num esforço constante de dinamização de eventos científicos no âmbito da Academia CUF, no fomento de incentivos à investigação e formação como bolsas de doutoramento ou prémios e na edição periódica da Gazeta Médica (revista científica da JMS de artigos clínicos originais). Toda esta dinâmica constante materializa a importância atribuída à formação contínua e ao investimento no talento e na qualidade dos seus profissionais, como estratégia diferenciadora e criadora de valor para a CUF/JMS.

 

JM | O que podem esperar os profissionais de saúde deste exame?

VO | O OLA é um exame teórico dirigido a médicos anestesiologistas, muito específico e exigente, elaborado de acordo com padrões internacionais. Em muitas instituições é usado como ferramenta complementar de avaliação dos médicos internos em formação e é recomendado para preparação com vista à obtenção do diploma europeu de Anestesiologia e Medicina Intensiva. No dia 12 de abril de 2019, em todo o mundo, sensivelmente à mesma hora (atendendo aos fusos horários), milhares de candidatos em 39 países estarão ligados online a investir na sua diferenciação científica realizando o OLA. Os profissionais que se candidatem a este exame e optem por realizá-lo no Hospital CUF Viseu poderão contar com uma equipa motivada e empenhada em proporcionar todas as condições necessárias para o sucesso desta iniciativa.

Saúde Pública

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