Bial Award in BioMedicine: Luís Portela anuncia novo prémio para 2019
DATA
19/02/2019 11:12:11
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Jornal Médico
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Bial Award in BioMedicine: Luís Portela anuncia novo prémio para 2019

O presidente da Fundação Bial, Luís Portela, anunciou ontem, no Porto, a criação do Bial Award in BioMedicine, um novo prémio no valor de 300 mil euros, cuja primeira edição decorre já este ano.

Os 25 anos da Fundação Bial foram o pretexto para “reforçar o apoio ao desenvolvimento científico e a internacionalização das nossas atividades” através da criação de uma nova distinção, referiu o responsável, que falava na cerimónia de entrega do Prémio Bial de Medicina Clínica 2018, que decorreu ontem à tarde, na Casa do Médico – Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, no Porto.

De acordo com Luís Portela, o Bial Award in BioMedicine “tem caraterísticas diferentes do Prémio Bial de Medicina Clínica. Enquanto este último distingue obras escritas originais apresentadas pelos próprios autores, o novo galardão destina-se a distinguir obras escritas publicadas nos últimos 10 anos, propostas por instituições de ciência ou por outros cientistas. “Vai galardoar uma obra publicada a partir de janeiro de 2010, de índole biomédica, que traduza um trabalho com resultados de grande qualidade e relevância científica. É mais abrangente, envolvendo toda a área biomédica e terá lugar nos anos ímpares”, adiantou o presidente da Fundação Bial.

Presente na cerimónia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou a “enorme componente pedagógica destes prémios” e elogiou a forma discreta como Luís Portela tem vindo a “ver, pensar e programar à distância, dando a toda a sociedade um testemunho de vida e um contributo para o amor-próprio em Portugal”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.