Nove doentes oncológicos com cirurgias urgentes adiadas
DATA
21/02/2019 10:09:26
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Jornal Médico
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Nove doentes oncológicos com cirurgias urgentes adiadas

Cirurgias de nove doentes oncológicos em risco de vida ou em situações muito graves foram adiadas devido à greve dos enfermeiros, apesar de urgentes e abrangidas pelos serviços mínimos, segundo a defesa jurídica do Governo entregue em tribunal.

De acordo com a argumentação enviada na terça-feira ao Supremo Tribunal Administrativo (STA) pelo Governo, os serviços mínimos foram desrespeitados em cerca de 450 cirurgias em quatro centros hospitalares durante a greve em curso dos enfermeiros nos blocos operatórios, situação que levou à requisição civil decretada em 07 de fevereiro.

No documento, a que a Lusa teve acesso, o Governo apresenta casos concretos ocorridos nas quatros instituições abrangidas pela requisição civil: Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga; Centro Hospitalar Tondela-Viseu; Centro Hospitalar e Universitário de São João e Centro Hospitalar e Universitário do Porto.

Entre as cirurgias adiadas, encontram-se nove casos de intervenções a doentes oncológicos classificados com nível de prioridade 3 ou 4.

Os “doentes com doença oncológica conhecida ou suspeita em que há risco de vida” são considerados como prioridade de nível 4 e, de acordo com o documento, houve duas pessoas nesta situação que viram a sua cirurgia adiada por falta de enfermeiros.

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Editorial | Jornal Médico
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