Medicina Geral e Familiar: apenas 73 de 113 vagas preenchidas no último concurso
DATA
21/03/2019 15:39:34
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Jornal Médico
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Medicina Geral e Familiar: apenas 73 de 113 vagas preenchidas no último concurso

No último procedimento concursal para reforçar os cuidados de saúde primários com mais especialistas em Medicina Geral e Familiar, apenas 73 das 113 vagas foram preenchidas.

A região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a mais carenciada de todo o país, foi a que menos médicos de família conseguiu atrair.

“Este deserto histórico em termos de número de candidatos é um reflexo da atitude que a ministra da Saúde tem demonstrado. Ao invés de acarinhar os profissionais de saúde, a tutela tem escamoteado os graves problemas do Serviço Nacional de Saúde e ameaçado com retenções obrigatórias de médicos que em nada contribuem para que tenham vontade de trabalhar no sistema público de saúde”, afirma o bastonário da Ordem dos Médicos.

Segundo comunicado enviado ao nosso jornal, para Miguel Guimarães, “este concurso é mais uma prova de que a atual política de contratação de recursos humanos não serve nem o país nem o SNS e a prova de que também nada de eficaz está a ser feito para conseguir atrair médicos para zonas carenciadas”.

Com 30% das vagas por preencher, Miguel Guimarães afirma: “há vagas que ficam sistematicamente por preencher em algumas zonas de Lisboa e também do Alentejo e Algarve. Isso obriga a uma reflexão e a uma atitude séria por parte do Ministério da Saúde”, reforça o bastonário, que lamenta que “uma vez mais os doentes sejam prejudicados pelo poder político”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.