Carta aberta pede fim de iniciativas que viram população contra profissionais de saúde
DATA
02/04/2019 10:36:30
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Jornal Médico
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Carta aberta pede fim de iniciativas que viram população contra profissionais de saúde

Mais de 120 pessoas assinaram uma carta aberta que pede o reconhecimento dos direitos dos enfermeiros e defende uma discussão centrada no Serviço Nacional de Saúde, e não em iniciativas que viram a população contra os profissionais de saúde.

Na carta, a que a agência Lusa teve acesso e que é assinada por personalidades como a ex-ministra da Saúde Ana Jorge, o ex-diretor-geral da Saúde Constantino Sakellarides e o antigo presidente do Instituto Português do Sangue Álvaro Beleza, os subscritores defendem um Serviço Nacional de Saúde forte e soberano.

“O Serviço Nacional de Saúde é o garante do direito fundamental da proteção da saúde a todas as pessoas, sem exceção. O SNS deve ser forte e soberano, não funcionando em SOS, atirando para o privado os que têm capacidade de pagar, e do privado para o público quem deixa de ter essa capacidade”, escrevem.

Na missiva, que partiu de um grupo de profissionais, mas já foi assinada por mais de 120 pessoas, lembram que o SNS “existe para os cidadãos” e não conseguiria manter-se sem os seus profissionais, que o têm defendido "em todos os períodos difíceis que o país atravessou”.

“As profissões que suportam o SNS foram bastante fustigadas durante os anos da troika com a perda de rendimentos, com uma consequente debandada de profissionais para o estrangeiro e com uma excessiva carga de trabalho por falta de recursos”, recordam.

Os signatários da carta - com o título “Construir mais SNS. Com todos e para todos” e que é subscrita também por personalidades da área da Cultura - dizem ainda que são defensores de “um SNS mais forte e com mais qualidade” e que veem com preocupação a instalação de “um clima que em nada beneficia o SNS, os profissionais ou os utentes”.

No mesmo dia, o Sindepor anunciou a suspensão dos primeiros dias da greve, que deveria ter começado hoje, por ter sido marcada nova reunião de negociação com a tutela para dia 04.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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