Hospitais privados duplicaram atendimentos em urgência numa década
DATA
05/04/2019 15:43:58
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Hospitais privados duplicaram atendimentos em urgência numa década

Os hospitais privados duplicaram o número de atendimentos em serviço de urgência na última década, atendendo em 2017 cerca de 1,2 milhões de casos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A esmagadora maioria das urgências é ainda nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, que em 2017 receberam mais de 80% dos 7,6 milhões de atendimentos em urgência.

O INE destaca que ao longo de uma década (2007-2017), os hospitais privados “ganharam importância na prestação destes cuidados”, quase duplicando os atendimentos em serviço de urgência.

Em 2007, os privados tinham registado 665 mil atendimentos em urgência, número que passou para 1,2 milhões em 2017.

Os indicadores sobre saúde estão a ser hoje divulgados pelo INE a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala no domingo.

Os dados indicam ainda que mais de um terço das consultas médicas hospitalares foram realizadas em 2017 nos hospitais privados, que deram mais 300 mil consultas do que no ano anterior.

Das 19,8 milhões de consultas externas feitas em Portugal em 2017, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) asseguraram 65,1%, mais um ponto percentual do que tinha ocorrido no ano anterior.

O crescimento das consultas foi mais expressivo nos hospitais privados, com um aumento de 4,5%, que representa um acréscimo de 300 mil consultas em relação a 2016.

Os hospitais públicos continuavam em 2017 a ser os que mais atendimentos, cirurgias e internamentos faziam, mas foi nos hospitais privados que a produção mais aumentou.

You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.