Portugal participa no maior registo mundial de hipertensão
DATA
17/04/2019 11:19:58
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Jornal Médico
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Portugal participa no maior registo mundial de hipertensão

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) associa-se pelo segundo ano consecutivo, ao maior registo mundial de hipertensão arterial (HTA). O objetivo do May Measurement Month (MMM maio, o mês da medição) é continuar a sensibilizar a população para a necessidade de medir a sua pressão arterial numa iniciativa apoiada pela World Hypertension League (WHL).

Alguns dos centros previstos para esta iniciativa são o Centro de Saúde São João da Madeira, Hospital Egas Moniz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital Garcia da Orta, Hospital Pêro da Covilhã do Centro Hospitalar Cova da Beira, Centro Hospitalar Entre Vouga e Douro e o Centro Hospitalar de Gaia e Espinho. Para o presidente da SPH, Dr. Vítor Paixão Dias, “o objetivo este ano é conseguir mais de 1000 rastreios de HTA, a juntar aos restantes países que por todo o mundo colaboram com a Sociedade Internacional de Hipertensão. Em dois anos já foram realizadas medições de PA a mais de 2.7 milhões de pessoas por todo o mundo - em 2017 os 1.2 milhões de rastreios identificaram mais de 150 mil pessoas com HTA previamente desconhecida, e mais de 100 mil com HTA mal controlada; em 2018 foram rastreadas mais 1.5 milhões de pessoas, tendo em Portugal sido feitos mais de 900 registos.

Especialmente neste mês, a SPH relembra a importância de medir a PA frequentemente, cujos valores devem ser inferiores a 140/90. Para além disso, a importância de adotar hábitos de estilo de vida saudável e cumprir a toma da medicação prescrita são as principais mensagens que a SPH quer transmitir.

“Em Portugal, apesar de quase 75% dos hipertensos estar sob medicação, o controlo chega a pouco mais de 40%, e numa grande fatia este problema é causado pelo incumprimento da terapêutica” refere o presidente da SPH e explica “infelizmente, muitos doentes não cumprem a medicação ou abandonam a mesma o que, por conseguinte, vai dificultar o controlo da doença. Abandonar a medicação porque já se está bem ou porque não se sentiu bem com os comprimidos ou ainda porque se sente bem com a tensão alta são alguns do mitos e equívocos responsáveis pela descontinuação do tratamento para a HTA. Deve existir, cada vez mais, a preocupação de promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento. Nunca é demais reforçar a velha máxima de que um comprimido só faz efeito quando é tomado”.

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Editorial | Jornal Médico
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