Os casos de demência (perda de funções cognitivas com a idade) poderão triplicar até 152 milhões em todo o mundo em 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou um guia para prevenir a doença.
Fazer exercício com regularidade, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter os níveis adequados de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue são algumas das recomendações que a OMS fará chegar aos governos, trabalhadores de saúde e pacientes, adianta a agência noticiosa espanhola EFE.
"Ainda que não seja uma emergência global, é uma ameaça crescente para a saúde, já que os números estão subindo, com 50 milhões de pessoas afetadas pela demência na atualidade", disse à EFE a médica Neerja Chowdhary, do departamento de saúde mental da OMS, durante a apresentação do guia de prevenção.
Segundo Chowdhary, a demência tem um enorme impacto nos países, nas pessoas que sofrem da doença e nas suas famílias", estimando que o tratamento e acompanhamento médico daqueles pacientes custe mais de 818 milhões de euros anuais, verba que poderá subir até aos dois mil milhões em 2030.
A OMS criou em 2017 o Observatório Global da Demência para recolher informação sobre a doença e elaborou uma lista de recomendações após analisar dados de 80 países.
Este organismo internacional assinala que é essencial o apoio dos cuidadores a pessoas afetadas pela demência, muitas delas familiares que sacrificam a sua vida profissional e social nesse desiderato.
Perante a situação atual, a OMS criou recentemente a plataforma digital iSupport, destinada a dar formação a cuidadores informais e que está a ser utilizada em oito países, havendo a intenção de a expandir no futuro.
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.