Jornal Médico Grande Público

Panorama atual do Grupo Português de Dermatologia Pediátrica

A Dermatologia Pediátrica como área específica da Dermatovenereologia tem vindo ao longo das últimas décadas a desenvolver-se exponencialmente, traduzindo um conhecimento científico cada vez maior.

O Grupo Português de Dermatologia Pediátrica, fundado em 1995 por 10 Dermatologistas, é atualmente constituído por 30 Dermatologistas do país que se dedicam particularmente à Dermatologia Pediátrica. É um grupo dinâmico, tendo vindo ao longo das suas mais de duas décadas de existência a divulgar regularmente os conhecimentos específicos e atualizados da Dermatologia Pediátrica junto de dermatologistas, pediatras, médicos de medicina geral e familiar e outros profissionais de saúde, através de reuniões diversas (cursos, simpósios, etc.) e de publicações. Mais concretamente, realiza com periodicidade bienal um Curso de Actualização de Dermatologia Pediátrica, com uma média de 250 a 300 participantes; por proposta da Sociedade Portuguesa de Dermatovenereologia (SPDV) tem vindo a redigir folhetos informativos (eczema atópico, moluscos, verrugas, sarna, tinhas, pediculose, urticária, hemangiomas, protecção solar, dermite das fraldas), publicados no site da Sociedade.

Mais recentemente tem vindo a colaborar com a apresentação de casos clínicos no Boletim da informativo da SPDV. Desde a sua fundação tem elaborado anualmente a estatística nosológica nacional, apresentada em Reuniões/Congressos Nacionais da Especialidade e publicadas na Revista da SPDV.

 

Principais desafios dos profissionais de saúde nesta área

As doenças cutâneas da infância não são necessariamente versões reduzidas daquelas que afetam os adultos e algumas podem mesmo ser exclusivas da criança.

O interesse e a experiência específicos por parte do Dermatologista nesta área da Dermatovenereologia aumentam a probabilidade de sucesso no diagnóstico e tratamento dessas dermatoses da infância.

Nos últimos anos, a Dermatovenereologia em geral e a Dermatologia Pediátrica em particular têm vindo a ser alvo de um conhecimento progressivamente maior e do desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e de novos tratamentos, os quais têm vindo a permitir não só conduzir a novos diagnósticos, mas também a formas inovadoras de abordagem e de terapêutica. Isto é particularmente válido na área das Genodermatoses.

O diagnóstico de doenças cutâneas hereditárias permanece um desafio, por um lado devido à sua raridade, por outro à sua diversidade, à existência de fenótipos heterogéneos ou sobrepostos, à enorme quantidade de informação nova e a nomenclaturas e classificações frequentemente complicadas.

Avanços recentes na área da tecnologia Genética têm vindo a conduzir ao diagnóstico de novas doenças até então por identificar. Acompanhar este desenvolvimento e os novos conhecimentos que se equaciona atualmente ao dermatologista pediátrico.

Ao selecionar os temas a apresentar no Simpósio de Atualização de Dermatologia Pediátrica – Síndromes autoinflamatórias, Dermite Atópica: novas opções terapêuticas, Manifestações cutâneas das RASopatias – foi objetivo primeiro abordar algumas das patologias nas quais se tem verificado um avanço significativo em termos de diagnóstico e abordagem, permitindo aos colegas menos familiarizados com a área da Dermatologia

Pediátrica tomar conhecimento destas novas realidades

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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