Reunião da Primavera SPDV: dermatologia uma especialidade com vitalidade
DATA
28/05/2019 11:55:05
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Jornal Médico
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Reunião da Primavera SPDV: dermatologia uma especialidade com vitalidade

Realizou-se a 24 e 25 de maio a Reunião da Primavera SPDV 2019 na Curia. Os 200 congressistas tiveram a oportunidade de aliar esforços e debater o estado de arte da Dermatologia, formal e informalmente, com aqueles que consigo levam a especialidade além-fronteiras.

Para o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), António Massa a reunião serviu também para alertar para a importância da dermatologia presencial: “No momento atual parece-me ainda prematuro querer transformar a teledermatologia numa consulta de observação, para se ter um diagnóstico é necessário palpar a pele, fazer o toque da lesão, avaliar a dureza, a infiltração, portanto tenho a certeza que a eficácia associada ao diagnóstico é superior presencialmente, assim como o tratamento.”

Paulo Lamarão, secretário-geral da SPDV, afirma: “ Todos os participantes no final desta reunião ficam com a noção de que a dermatologia é uma especialidade com vitalidade, com uma projeção a nível nacional e internacional que faz com que os nossos doentes reconheçam o dermatologista e reconheçam a especialidade como aquela que está mais apta a tratar os problemas cutâneos e a manter a pele sã.”

O secretário-geral ressalvou também a escolha dos principais temas que foram debatidos este ano: “Escolhemos nesta reunião a participação do grupo das doenças sexualmente transmissíveis (venereologia) e do grupo da dermatologia pediátrica, no futuro iremos obviamente ter a participação de outros grupos de trabalho ligados a diferentes temas científicos.”

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.