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Rastreio, diagnóstico e ligação aos cuidados de saúde cada vez mais rápido
DATA
04/06/2019 15:01:05
AUTOR
Jornal Médico
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Rastreio, diagnóstico e ligação aos cuidados de saúde cada vez mais rápido

O GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos – é a primeira ONG portuguesa selecionada para desenvolver o programa FOCUS, uma iniciativa que visa eliminar a transmissão do VIH e hepatites víricas.

É um programa de saúde pública que tem sido desenvolvido nos Estados Unidos desde 2010, através do qual mais de oito milhões de exames de sangue já foram realizados para o VIH, hepatite B e hepatite C. A sua implementação foi possível graças ao acordo de colaboração entre o GAT e a Gilead, promotora da iniciativa nos EUA e que financia o projeto em Portugal.

"A implementação do programa FOCUS implica uma série de alterações nas intervenções a realizar quando efetuamos sessões de rastreio, desde os questionários iniciais aos utentes não serem realizados pelo técnico de rastreio, mas respondidos digitalmente num tablet, à realização de dois testes (VIH e sífilis) em simultâneo num só teste com resposta num minuto. Só a alteração nestes procedimentos possibilita a diminuição da duração de cada sessão de rastreio em cerca de 50%", explica Ricardo Fernandes, diretor executivo do GAT, “no primeiro ano do programa, estima-se que se realizem até 50% mais testes que atualmente", acrescentou.

Vítor Papão, diretor geral da Gilead Sciences, destaca que “o programa FOCUS é uma iniciativa de saúde pública que permite aos parceiros desenvolver e partilhar as melhores práticas no rastreio de vírus transmitidos pelo sangue (HIV, Hepatite B, Hepatite C), diagnóstico e ligação aos cuidados de saúde de acordo com as diretrizes de rastreio promulgadas pelas guidelines nacionais e em iniciativas como as Fast Track Cities. Estamos muito felizes em apoiar o GAT nos seus esforços contínuos para rastrear/testar e fazer a ligação dos doentes infetados pelo VIH/VHC aos cuidados de saúde”.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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