Loures: Precariedade dos centros de saúde e falta de médicos preocupam autarquia
DATA
11/06/2019 10:58:32
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Jornal Médico
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Loures: Precariedade dos centros de saúde e falta de médicos preocupam autarquia

A “precariedade dos equipamentos de saúde e a falta de recursos humanos” são os principais problemas que persistem na área da Saúde no concelho de Loures, avançou à agência Lusa o presidente do município, Bernardino Soares (CDU).

A “precariedade dos equipamentos de saúde e a falta de recursos humanos” são os principais problemas que persistem na área da Saúde no concelho de Loures, avançou à agência Lusa o presidente do município, Bernardino Soares (CDU).

As conclusões foram transmitidas na semana passada, pelo autarca, na sequência de vários encontros e reuniões com utentes e responsáveis das unidades de saúde do município, pertencente ao distrito de Lisboa.

“Decidimos realizar esta iniciativa porque queríamos estar mais próximos da população e conhecer os principais problemas na área da saúde”, justificou o presidente da câmara.

A “precariedade” com que funcionam algumas das instalações de saúde no concelho, nomeadamente nas localidades de Unhos e de Santo Antão do Tojal, é um dos principais problemas detetados pela autarquia.

“Estamos a falar de equipamentos que funcionam em edifícios com um enorme grau de precariedade e que não são vocacionados para o efeito, dificultando o acesso à população mais idosa ou com incapacidade”, apontou.

Face a este cenário, Bernardino Soares referiu que o município já avançou junto da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) com uma proposta de acordo-programa para a construção de novas unidades de saúde no Catujal e em Santo Antão do Tojal. O autarca comunista perspetivou que, no início do próximo ano, haja condições para que os respetivos projetos de construção estejam elaborados.

Outro problema que preocupa os utentes e a autarquia é a falta de recursos humanos, nomeadamente de médicos e enfermeiros, nos centros de saúde e no hospital Beatriz Ângelo que, segundo Bernardino Soares, condicionam a prestação dos cuidados de saúde e originam a que cerca de 54 mil pessoas não tenham médico de família.

A terceira conclusão apontada pela Câmara de Loures é a necessidade de continuar a ser “reforçada a rede de parceiros na área da saúde”.

“Estes problemas podem e devem ser resolvidos. Preocupam-nos não só porque põem em causa o serviço prestado aos utentes como também pela intenção de nos atribuir a competência nesta área, sem sabermos se o respetivo envelope financeiro nos será entregue”, atestou o autarca de Loures.

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Editorial | Jornal Médico
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