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IPO de Lisboa: Mais de 80% dos doentes dizem-se satisfeitos, mas pedem melhorias
DATA
12/06/2019 12:28:23
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IPO de Lisboa: Mais de 80% dos doentes dizem-se satisfeitos, mas pedem melhorias

Mais de 80% dos doentes do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa consideram-se satisfeitos, mas propõem o reforço de profissionais e consultas médicas às horas marcadas, segundo um inquérito de satisfação ontem divulgado pela instituição.

“Os doentes em tratamento no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil confiam nos profissionais de saúde, sentem-se seguros e reconhecem a qualidade do trabalho desenvolvido, apreciam o conforto dos serviços de internamento, sentem-se respeitados e estão muito satisfeitos com a assistência e o acompanhamento que recebem”, apontam as conclusões do inquérito, divulgadas em comunicado.

Além do grau de satisfação, o questionário avaliou as necessidades e as expetativas dos utentes, que sugeriram “um atendimento telefónico mais rápido e eficiente”, a realização das consultas médicas às horas marcadas e o reforço de profissionais nalguns setores”.

Alguns doentes defenderam ser urgente “desbloquear” as contratações de pessoal e remunerar melhor os recursos humanos do setor público da saúde, considerando que “nestas condições é humanamente impossível fazer mais”, dando como exemplo a Clínica da Mama.

Entre as áreas avaliadas, destacam-se também a relação com os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos, assistentes operacionais) e a qualidade e a segurança dos atos clínicos e administrativos, todos com índice de satisfação que varia entre os 90 e os 98%, refere a instituição.

Relativamente à informação prestada pelos diferentes grupos profissionais, mais de 80% dos doentes consideram-se satisfeitos, mas defendem a melhoria da comunicação médico/doente, salas de espera “mais confortáveis e acolhedoras”, menos tempo no transporte entre a residência/hospital/residência e “mais conforto e privacidade” no Hospital de Dia e no Serviço de Atendimento não Programado.

Mais informação na área da nutrição, aumento dos lugares de estacionamento e melhoria dos arruamentos são outras sugestões apontadas pelos doentes.

“No geral, a limpeza, o conforto e a privacidade das instalações também merecem uma avaliação muito positiva” e “a sinalética é considerada boa, tendo vários doentes sinalizado a necessidade de melhorar a informação sobre a localização de alguns serviços, no interior do IPO Lisboa”, refere o estudo.

Os resultados do inquérito são enviados para os diretores e gestores de qualidade dos vários serviços, que deverão desenvolver e promover ações de melhoria conforme as expectativas e as necessidades dos doentes, refere o IPO.

O IPO Lisboa tem 283 camas e acompanha mais de 55 mil doentes por ano. Em 2018, recebeu 6.500 novos doentes, realizou mais de 270 mil consultas médicas e 100.500 não médicas, fez 6.700 cirurgias e 86 transplantes de medula (um terço em crianças).

O questionário de satisfação foi aplicado pelo Serviço de Gestão de Qualidade e Risco Clínico, entre os dias 22 de novembro a 21 de dezembro de 2018, a 929 utentes do ambulatório e do internamento. A maioria dos doentes que responderam ao inquérito são mulheres (56%), metade vive no distrito de Lisboa, seguindo-se os distritos de Setúbal, Santarém, Leiria, Faro e Beja, sendo que 28% desloca-se ao IPO Lisboa entre uma a seis vezes por ano, 12% duas a três vezes por mês e oito por cento uma vez por semana.

Saúde Pública

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