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ANEM: Reação às declarações do Ministério da Saúde acerca de “médicos não-especialistas”
DATA
24/06/2019 16:37:00
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ANEM: Reação às declarações do Ministério da Saúde acerca de “médicos não-especialistas”

Na passada quarta-feira, dia 19 de junho, a equipa ministerial do Ministério da Saúde esteve presente na Comissão Permanente Parlamentar de Saúde.

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina tomou conhecimento das declarações feitas acerca dos médicos sem acesso à especialidade, considerando “as afirmações proferidas relativamente a este assunto são gravíssimas e demonstram um claro distanciamento com a realidade.”

A ANEM afirma “em primeiro lugar, é importante referir que um médico “não-especialista” não é altamente qualificado ou diferenciado face aos seus pares. De facto, não lhe foram transmitidos os conhecimentos, experiência e a orientação de que necessitava para o ser, porque viu a sua formação ser interrompida. Para além disso, um médico “não-especialista” não possui um perfil mais genérico de competências que lhe permita exercer noutra área que não a clínica, pois o seu currículo tanto não está orientado para o capacitar nesse sentido como não expôs a esses contextos.”

A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou durante a comissão que A força de trabalho faz-se com especialistas, mas também com médicos com um perfil mais genérico de competências, sem prejuízo que existem áreas que de facto nós precisamos de reforço de especialistas

Tendo a ANEM, em fevereiro e abril de 2019, apresentado uma proposta “sustentável a médio e longo prazo assente num planeamento integrado dos recursos humanos em Saúde na sequência de múltiplas iniciativas levadas a cabo nos últimos anos pela própria, não conseguimos compreender a posição apresentada pelo Ministério da Saúde, que após bastantes esforços apresentados por parte dos estudantes, continua, e citando, em reflexão interna, demonstrando uma inércia e uma clara incapacidade na resolução deste problema.”

Segundo a Associação Nacional de Estudantes de Medicina protela-se a solução e agrava-se o problema, “mas os 12.000 estudantes de Medicina, os 700 médicos “não-especialistas”, os utentes e as entidades representativas do setor da Saúde continuam disponíveis para construir a solução de fundo para um dos pilares basilares do Sistema Nacional de Saúde, que é a formação dos seus profissionais”, conclui.

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Editorial
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