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Um quarto dos portugueses com dermatite atópica (DA) moderada a grave não tem a doença controlada
DATA
26/06/2019 10:26:21
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Um quarto dos portugueses com dermatite atópica (DA) moderada a grave não tem a doença controlada

Um estudo nacional realizado junto de profissionais de saúde revela que um quarto (24%) dos adultos com dermatite atópica (DA) moderada a grave não tem a doença controlada, apesar de estar a fazer tratamento.

Esta é a principal conclusão de um ensaio que pretendeu estimar quantos doentes são tratados por especialistas e avaliar como é feito esse tratamento.

Conduzido pela IQVIA com o apoio da Sanofi, o estudo Nostradamus estima que existem cerca de 34 mil portugueses com DA moderada a grave, representando 40 a 45% dos adultos com dermatite atópica em território nacional. A maioria é jovem, estimando-se que 74% tem menos de 45 anos de idade.

“Não existem atualmente orientações para o tratamento da DA em Portugal, e pouco se sabe sobre o padrão de cuidados prestados a estes doentes, bem como os resultados obtidos com os tratamentos atuais. Este estudo representa um avanço na área e permite-nos monitorizar mais eficazmente a patologia, a par das novas terapêuticas que podem vir a mudar o paradigma do tratamento da DA no nosso país”, afirma Pedro Mendes Bastos, dermatologista e um dos autores do estudo.

Adicionalmente, e de acordo com outros estudos sobre o impacto da doença, as pessoas com DA moderada a grave veêm a sua qualidade de vida diminuída, devido a lesões cutâneas, prurido intenso, perturbações do sono e sintomas exacerbados de ansiedade e depressão. A patologia apresenta um encargo socioeconómico importante.

O estudo avaliou quais os parâmetros que, na opinião dos médicos, são decisivos na escolha da terapêutica como, a eficácia na redução do eczema e do prurido, bem como a segurança do tratamento.

O Nostradamus auscultou um total de 50 especialistas (40 dermatologistas e 10 imunoalergologistas) através de inquéritos e entrevistas aprofundadas, com base no número de doentes tratados nos últimos 12 meses.

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Editorial
Rui Nogueira
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