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Despesa corrente em saúde aumentou 5,1% em 2018 sendo o maior crescimento em 10 anos
DATA
04/07/2019 15:11:51
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Despesa corrente em saúde aumentou 5,1% em 2018 sendo o maior crescimento em 10 anos

A despesa corrente em saúde aumentou 5,1% em 2018, sendo superior à variação nominal do PIB, segundo indicadores divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Trata-se do crescimento mais elevado da despesa corrente em saúde desde 2008, segundo a Conta Satélite da Saúde do INE.

Os resultados preliminares da despesa corrente em saúde de 2018 mostram um aumento da despesa pública de 5,3% e privada de 4,6%.

Em 2017, a despesa corrente em saúde tinha aumentado 3,6%, que significava menos 0,9 pontos percentuais do que no ano anterior.

Para 2018, o INE estima que a despesa corrente tenha sido de 18.345,1 milhões de euros, representando 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB), “refletindo o crescimento mais elevado desde 2008”.

Segundo o INE, em 2017, a importância relativa da despesa corrente pública no financiamento do sistema de saúde português manteve-se nos 66,3%.

Para 2018 prevê-se um crescimento da despesa pública (5,3%) superior ao da despesa privada (4,6%), acrescenta a Conta Satélite da Saúde.

Os indicadores do INE mostram ainda que, em 2017, aumentou a despesa corrente de todos os agentes financiadores públicos, destacando-se as outras unidades da administração pública (+3,7%), o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os Serviços Regionais de Saúde das Regiões Autónomas (SRS) (+3,5%).

Os agentes financiadores privados que contribuíram mais significativamente para o aumento da despesa, nesse ano, foram as sociedades de seguros (+13,7%) e as famílias (+2,6%).

Em termos estruturais, o INE salienta o aumento do peso do financiamento das sociedades de seguros (+0,4 pontos percentuais) e, em sentido inverso, a redução da importância relativa da despesa das famílias (-0,3 pontos percentuais).

Os dados preliminares do INE para 2018 apontam para uma continuação do aumento do financiamento dos principais agentes financiadores públicos e privados, com exceção dos subsistemas de saúde públicos.

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Editorial
Rui Nogueira
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