Adalberto Campos Fernandes diz que SNS está "vivo e forte"
DATA
12/07/2019 15:01:28
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Jornal Médico
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Adalberto Campos Fernandes diz que SNS está "vivo e forte"

O ex-ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes defende que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está “vivo e forte”, apesar de “tanto ruído e tanto ataque político”.

"Creio que os portugueses já não suportam este ataque diário, permanente e insistente, que apenas serve para dar a ideia de que o SNS está acabado e que as pessoas têm de procurar outra alternativa”, afirmou Campos Fernandes, que saiu da pasta da Saúde em outubro passado.

O ex-governante, que comentava as conclusões do Relatório da Primavera 2019, que está hoje a ser apresentado em Lisboa, entende que o documento sinaliza que o sistema de saúde resiste e “serve bem os portugueses”.

“Naturalmente que temos problemas e dificuldades”, indicou o ex-ministro, dando os exemplos do investimento e dos recursos humanos

Campos Fernandes destacou a área da Saúde Mental, que o relatório sublinha que há 20 anos que não tem a devida atenção, indicando que é “uma responsabilidade de todos”.

O socialista deixou ainda um recado aos responsáveis políticos, aconselhando a que se oiçam os peritos com humildade: “Quem não for capaz de ser humilde na política deve mudar de vida”.

A análise feita no Relatório da Primavera 2019 diz que o setor da saúde foi marcado nos últimos anos por uma inércia de governação, muito baseada em gestão corrente, perdendo-se meses em “retórica e tacticismo” e deixando reformas por concretizar.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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