Aumento de recaídas e novos dependentes de álcool e drogas seguidos no SNS
DATA
03/09/2019 10:08:55
AUTOR
Jornal Médico
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Aumento de recaídas e novos dependentes de álcool e drogas seguidos no SNS

O número de doentes dependentes de álcool ou drogas seguido nos Centros de Respostas Integradas (CRI) baixou no ano passado, mas subiram os novos casos e os de utentes readmitidos, de acordo com dados oficiais ontem divulgados.

De acordo com o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018, baixou o número total de utentes seguidos nas unidades locais responsáveis pelos cuidados especializados em Comportamentos Aditivos e Dependências CAD), atingindo os 13.422 para problemas ligados ao álcool (13.828 em 2017) e 25.582 para outras substâncias psicoativas (27.150 em 2017).

Contudo, o documento salienta que “os números de novos utentes e de utentes readmitidos nos CRI contraria esta tendência, evidenciando acréscimos quer no que concerne aos Problemas Ligados ao Álcool (PLA), quer relativamente a utentes com morbilidade associada ao uso de outras substâncias psicoativas ilícitas (OSPA)”.

O relatório indica que em 2018 foram acompanhados nos CRI para problemas relacionados com o álcool 3.403 novos utentes (3.352 em 2017) e foram readmitidos 1.202 utentes (1.047).

Em relação à dependência de outras substâncias psicoativas foram acompanhados no ano passado 1.858 novos casos (1.769 em 2017) e readmitidos 1.603 (1.538).

O relatório sublinha os programas em curso a nível nacional nas várias áreas de intervenção (Prevenção, Redução de Risco e Minimização de Danos, Tratamento e Reinserção), sobretudo o Programa de Troca de Seringas, que permitiu a troca de mais de 58 milhões de seringas desde o seu início até 2018.

Destaca ainda os Programas de Substituição de Heroína por Metadona, frisando que “têm um papel fundamental na diminuição dos consumos e a aproximação dos utentes aos cuidados e aos profissionais de saúde”. Refere também que foram seguidos em CRI em 2018 um total de 2.728 crianças e jovens em risco, 1.242 novos casos (1.319 em 2017) e 165 readmitidos (182).

Segundo os dados agora divulgados, os episódios de internamento nas unidades de desabituação baixaram em 2018 para 1.251, dos quais 630 relativos a pessoas com problemas ligados ao álcool e 613 relacionados com outras substâncias psicoativas ilícitas.

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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