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Tutela dá três meses aos hospitais do SNS para traçarem plano de humanização
DATA
05/09/2019 17:40:12
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Jornal Médico
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Tutela dá três meses aos hospitais do SNS para traçarem plano de humanização
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) terão que, num prazo de três meses, definir um plano de ação para a implementação de projetos dedicados à humanização dos cuidados prestados, avançou ontem a ministra da Saúde.

“No prazo de três meses, repito, três meses, as instituições aderentes ao Compromisso para a Humanização Hospitalar terão de definir um plano de ação com medidas concretas que devem abranger a globalidade dos serviços e profissionais de saúde, assim como identificar os prazos para a sua implementação”, afirmou Marta Temido.

A governante falava na sessão “Compromisso para a Humanização Hospitalar", em Vila Nova de Gaia, cerimónia onde também marcou presença a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte.

Este programa foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho para a Humanização Hospitalar, que foi criado pela Coordenação para a Reforma do SNS na Área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, adiantou. O objetivo é implementar projetos dedicados à humanização que se centrem nas pessoas – utentes, cuidadores e profissionais de saúde – e que garantam o bom relacionamento interpessoal e interprofissional e o respeito por valores humanos, acrescentou.

Esta medida abrange igualmente a humanização das relações, nomeadamente das entidades empregadoras do SNS com os seus profissionais porque é necessário desenvolver uma cultura de cuidar melhor de quem cuida dos outros, reforçou.

“Temos o dever de nos desassossegar e de não nos conformarmos porque o trabalho que temos de fazer de modernização do SNS não se compadece com um conformismo. Por isso, saibamos todos inconformarmo-nos com aquilo que não corre bem, sobretudo com aquilo que podemos fazer melhor”, vincou Marta Temido.

Entre as medidas do plano constam a criação de estruturas orgânicas próprias e autónomas destinadas ao projeto de humanização dos cuidados de saúde e de condições logísticas que garantem a privacidade dos utentes nos espaços destinados à realização de meios complementares de diagnóstico, consulta externa, internamento e urgência.

A personalização do cuidar, devendo o doente ser tratado pelo nome que quer, é outro aspeto a ter em conta, assim como a colocação de sinalética de orientação adequada e atualizada dentro do hospital e soluções técnicas/informáticas e de conforto físico que evitem filas em pé e demoradas para atendimento.

A implementação das medidas deverá ser feita em função da sua complexidade, estipulando-se um prazo de seis meses para medidas de baixo custo e fácil concretização, um ano para aquelas de complexidade intermédia e com custos que não requerem autorização ministerial, mas carecem de um tempo mais longo para serem concretizadas e entre dois a três anos para adaptações de espaços físicos para assegurar a privacidade dos doentes, para refeições ou para lazer.

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Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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