MOVA junta associações de doentes pela importância da vacinação
DATA
24/09/2019 11:18:57
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Jornal Médico
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MOVA junta associações de doentes pela importância da vacinação

Conscientes do papel fundamental da prevenção, e de que ainda são demasiados os casos não-vacinados entre os grupos de risco e alto risco (e de que ainda existe um elevado número de população de risco e alto risco não vacinada), a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca e Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação juntam-se agora ao MOVA – Movimento Doentes Pela Vacinação.

O MOVA tem como principal objetivo a sensibilização da população, dos profissionais de Saúde e dos decisores políticos para a importância da vacinação na idade adulta.

Com a entrada da LPCC, da AADIC e da APER, o MOVA fica agora composto por 10 entidades, todas distintas nas patologias e nas causas que defendem, e todas unidas num objetivo comum: a promoção dos direitos dos doentes.

Quem sofre de doença oncológica tem, em média, 30 a 40% maior probabilidade de contrair Pneumonia Pneumocócica. Também a taxa de mortalidade é superior – quando comparados casos de Pneumonia em doentes com e sem Cancro, o risco de morte por doença por pneumococos é, no mínimo, duas vezes mais elevado.

Os doentes com Insuficiência Cardíaca apresentam maior risco de Pneumonia. A Pneumonia, por outro lado, também tende a potenciar os problemas cardíacos. Nos primeiros 3 dias de internamento, pessoas com Pneumonia têm um risco 5 vezes superior de terem um Enfarte do Miocárdio, comparativamente a pessoas saudáveis. O risco mantem-se elevado durante 3 meses, período em que ascende aos 40%. O risco de eventos cardiovasculares é reduzido em 36% com a administração da vacina da gripe e em 17% com a vacina da pneumonia pneumocócica.

«É com enorme satisfação que recebemos estes 3 novos membros, associações que dispensam apresentações e que nos vão permitir chegar diretamente aos maiores grupos em risco. Somos, agora, 10 entidades dispostas a trabalhar em conjunto para informar, sensibilizar e promover os direitos dos nossos doentes», afirma Isabel Saraiva.

A vacinação deve ser uma preocupação de todos, e deve estar presente em todas as fases das nossas vidas, sobretudo naquelas em que estamos mais fragilizados – casos de doença ou de envelhecimento do nosso organismo.

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