O papel dos dermatologistas no acesso a terapêuticas inovadoras
DATA
09/10/2019 11:21:44
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

O papel dos dermatologistas no acesso a terapêuticas inovadoras

How the dermatologist can influence the availability of new treatments dá o mote para uma das sessões plenárias a decorrer, amanhã, às 12h20, no EADV 2019.

A candente temática será abordada pelo professor emérito do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, Georg Stingl, que pretende com a sua intervenção lançar um debate em torno do papel incontornável que o dermatologista desempenha no acesso dos doentes à inovação terapêutica.

De acordo com o especialista austríaco, “ninguém é mais qualificado para a prevenção das doenças de pele e para a identificação de necessidades não atendidas neste contexto que um dermatologista bem treinado”. Neste sentido, “é fundamental que a Dermatologia e os dermatologistas tenham uma voz forte e audível junto não só da indústria farmacêutica, mas também das autoridades de Saúde, tanto a nível nacional como europeu”, defende o conferencista.

No entender de Georg Stingl, os dermatologistas que se dedicam à investigação científica contribuem, em larga medida, para o desenvolvimento de novas terapêuticas, logo, para um acesso mais célere dos doentes a esta inovação. “Seja ao identificarem, no terreno, as necessidades terapêuticas não atendidas, seja por se empenharem ativamente na investigação básica e clínica”, sublinha o professor.

A introdução de imunomoduladores biológicos e não biológicos no tratamento de patologia cutânea inflamatória ou neoplásica, a síntese da transdução de sinal no tratamento do cancro de pele melanoma ou não melanoma, o desenvolvimento de diferentes tipos de fototerapia, a utilização de terapia genética em doenças bolhosas congénitas ou até o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HPV são apenas alguns dos exemplos de terapêuticas inovadoras cujo desenvolvimento foi fortemente influenciado e, até em alguns casos, levado a cabo por dermatologistas.

Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos
Editorial | Jornal Médico
Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos

Reler as origens do Serviço Nacional de Saúde ajuda a valorizar o presente e pode ser uma forma de aprender para investir no futuro com melhor fundamentação

Mais lidas