DISLEX: é necessário capacitar professores para apoiar alunos com dislexia
DATA
10/10/2019 15:43:23
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Jornal Médico
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DISLEX: é necessário capacitar professores para apoiar alunos com dislexia

Celebra-se hoje o Dia Mundial da Dislexia. Esta é uma perturbação neurológica mais comum do que aparenta. Afeta 600 milhões de pessoas em todo o mundo e, em Portugal, está presente em 48% dos casos de alunos com necessidades educativas.

A DISLEX (Associação Portuguesa de Dislexia), fundada em 2010, vem aproveitar a data para alertar para a falta persistente de acompanhamento dos alunos disléxicos nas escolas portuguesas. Para a associação, o problema pode e deve ser colmatado através da formação dos profissionais – neste caso os professores – para os capacitar para este tipo de intervenção e garantir uma prevenção adequada da dislexia e proceder a uma diferenciação em contexto de sala de aula.

Por este motivo, a presidente da DISLEX, Helena Serra, defende que “importa alertar os educadores para a necessidade de se desenvolverem algumas competências facilitadoras do processo de iniciação à leitura e à escrita, nas crianças que vão iniciar a escolaridade”. Através do apoio especializado, que aliás consta do Decreto Lei 54/2018 – “estes alunos devem beneficiar de medidas universais e também seletivas” –, os alunos com dislexia beneficiam de treino de competências específicas, focado nas áreas causais e instrumentais.

A presidente da DISLEX afirma que, embora esteja expressa na lei a utilização de medidas – universais e, para casos de dislexia moderada e severa, seletivas –, “isso ainda não se está a verificar”. Os apoios especializados, inseridos nas medidas seletivas, têm como objetivo desenvolver as áreas que estão na base das dificuldades na leitura e na escrita. Helena Serra explica que também são necessários apoios regulares, “esses focados nos conteúdos curriculares em que tenham mais dificuldades”.

“Beneficiar de adaptações no processo de avaliação é a medida mais generalizada no nosso país, mas não é o bastante”, frisa a presidente. Identificar atempadamente a dislexia, através de indicadores precoces e posterior avaliação psicopedagógica e compreensiva do aluno, é um passo necessário para personalizar as medidas a implementar, intervindo de forma específica e diferenciada.

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