Alunos de medicina da Universidade do Porto vão poder aceder a informação clínica

Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) dos anos mais avançados do curso de medicina vão ter acesso a processos clínicos do Hospital de São João.

No âmbito da iniciativa “Saúde Digital: Desafios para os Estudantes de Medicina”, a FMUP, o Centro Hospitalar Universitário de São João, os Serviços Partilhados no Ministério da Saúde, a Ordem dos Médicos e as associações Nacional de Estudantes de Medicina e de Estudantes da FMUP assinaram hoje no Porto – na FMUP – um protocolo para permitir que estes alunos, já inseridos no contexto de prática hospitalar, possam ter acesso a informação clínica e a uma preparação abrangente e assente em casos reais. Um segundo protocolo foi subscrito para permitir aos estudantes de Medicina familiarizarem-se e treinarem com o software SCLÍNICO Hospitalar, com o qual se deparam depois do curso.

O sistema está a ser construído e ainda não tem data marcada para entrar em funcionamento, embora o objetivo seja iniciar no início do próximo semestre letivo. Desse modo, o protocolo funciona, na prática, como “um compromisso institucional, em que estabelecemos um caminho feito de pequenos, mas seguros passos”, declarou a diretora dos Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação do Centro Hospitalar de São João, Maria João Campos.

Os alunos ficam obrigados a um juramento de sigilo, apelidado de forma inovadora de “Segredo do Estudante de Medicina”, para manter a confidencialidade no quadro da Lei 26/2016, de 22 de agosto, do dever de sigilo no acesso e reutilização da informação de saúde, e da Lei 58/2019, de 8 de agosto, da proteção de dados pessoais das pessoas singulares. Para maior proteção, o sistema irá possuir barreiras informáticas para prevenir abusos e ilegalidades – o acesso é “unicamente a informações que seja estritamente relevantes para o processo de aprendizagem, ficando o acesso registado, de modo a não serem permitidos usos indevidos” e é obrigatória a legitimação através do uso dos dados do aluno, esclarece a diretora.

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Editorial | Jornal Médico
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